segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

CARÁTER: MARCA INDELÉVEL DE CRISTO EM NOSSAS VIDAS

  Caráter! Algo tão raro de se vê presente na vida das pessoas, atualmente. A palavra pode ser definida como o conjunto de traços morais e éticos de um indivíduo; é a maneira como lidamos com o nosso próximo sob os parâmetros de honestidade e respeito, por exemplo. Em termos bíblicos, podemos dizer que se trata da transformação operada por Cristo na vida do pecador, o qual passa a ser governado por uma nova forma de pensar, de ser e de se comportar. É o “velho homem” que dá espaço ao “novo homem” regenerado e santificado. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Cor 5:17). “Eis que tudo se fez novo”, enfatiza Paulo. Esse novo está relacionado à infusão das marcas de Cristo em nossas vidas, por meio daquilo que o apóstolo denomina de frutos. E quais são eles? Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança (Gl 5:22). Logicamente, não são apenas essas as características que deverão estar presentes na vida do cristão. Em resumo, precisamos exalar o bom perfume de Cristo (2 Cor 2:14-16). Isso quer dizer que o mundo deve, ao olhar para nós, enxergar Jesus Cristo; perceber em nós os mesmos comportamentos, a mesma forma de pensar e o mesmo modo de agir e de lidar com o próximo que Jesus tinha. Na verdade, foi isso que ocorreu com os cristãos primitivos. Em Atos 11:26, lemos que o termo “cristão” surgiu na cidade de Antioquia, quando os discípulos foram chamados pela primeira vez de cristãos. Por que eles foram chamados assim? Porque as pessoas em Antioquia, ao verem a fé e a vida daqueles homens encontraram semelhanças com Jesus Cristo, por isso, os chamaram de cristãos. As pessoas, ao se relacionarem com você, conseguem ver características de Jesus permeadas na sua vida? Agora, preste atenção nesse texto: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus; tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes, afasta-te”. (II Tm 3:1-5). Nessa carta, Paulo lista a Timóteo traços no caráter do homem nos “últimos dias”. Em resumo, são pessoas não regeneradas, “amantes de si mesmas” e “mais amigas dos prazeres do que amigas de Deus”. Entretanto, há algo nesse texto que me chama a atenção. É o alerta de Paulo sobre os homens que vivem uma piedade aparente, fingida, híbrida, mas negam-na por meio de seu caráter e de sua vida. “Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela”. Essas pessoas negam a pujança, o vigor e o efeito que Cristo produz na vida de um verdadeiro crente. As suas palavras destoam de suas práticas; as suas pregações não se confirmam com as suas condutas; os seus conselhos não podem ser aplicados em suas próprias vidas. E não há nada tão vergonho quanto isto: ver homens e mulheres falarem aquilo que não fazem! Infelizmente, é isso que podemos vislumbrar, com muita tristeza, no seio da igreja. É o joio fingindo ser trigo; é o bode aparentando ser ovelha; é o lobo trajando roupas requintadas, como terno e gravata. Para o cristão genuíno, Paulo diz: “Destes, afasta-te”. É exatamente isso que todo o crente comprometido com Deus precisa fazer: afastar-se de homens sem caráter. Mas, por que o afastamento é necessário? Pelo simples fato de que a associação gera assimilação em nossos comportamentos. O receio do apóstolo era, por exemplo, de que a convivência de uma pessoa piedosa com um falso cristão pudesse atingir os seus comportamentos de maneira que ela pudesse ficar privada de sua salvação eterna. Foi por isso que Paulo recomendou à igreja de Corinto que excomungasse um membro da congregação que manteve relações ilícitas com a madrasta: “Por toda parte se ouve que há imoralidade entre vocês, imoralidade que não ocorre nem entre os pagãos, a ponto de um de vocês possuir a mulher de seu pai. E vocês estão orgulhosos! Não deviam, porém, estar cheios de tristeza e expulsar da comunhão aquele que fez isso?” (I Cor 5:1-2). A excomunhão é a ação mais drástica e inevitável que a igreja pode tomar em relação a alguém que não quer mudar o seu caráter. Contudo, é um instrumento muitas vezes necessário, ainda mais pensando que tal conduta pode corromper os demais membros. Há também outros mecanismos bíblicos, como a disciplina e a repreensão. Todo cristão verdadeiro não deve se omitir diante de uma conduta errada de alguém que finge ser crente e que brinca com as coisas de Deus. Tal pessoa necessita ser repre

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