quarta-feira, 13 de abril de 2022

A FEMINIZAÇÃO DO HOMEM MODERNO

 


A FEMINIZAÇÃO DO HOMEM MODERNO

 

                “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente. E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, na direção do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado. (...) Tomou, pois, o Senhor ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o Senhor lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás, porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. (Gênesis 2:7-8;15-16)

                Deus, ao criar o homem, deu a ele funções as quais deveriam desempenhar na família. Nesse texto, podemos perceber nitidamente que esses papeis giravam em torno da proteção, da provisão, do sacerdócio espiritual e da autoridade que deveria ser exercida pelo homem com sabedoria e amor dentro do lar. Ao analisar a passagem bíblica com mais cuidado, notaremos que foi ao homem que o Senhor incumbiu a tarefa de não comer do fruto do conhecimento do bem e do mal, pois, caso desobedecesse a ordem, o homem seria o responsável por causar um caos no mundo criado por Deus. Infelizmente, como sabemos, o homem foi desobediente ao mandamento divino, cedeu ao argumento da mulher para comer do fruto proibido, e, pior do que isso, culpou-a mais tarde, quando inquirido por Deus, pelo erro que ele consentiu. Em decorrência dessa desobediência, o pecado entrou no mundo, e trouxe consequências terríveis a todo ser vivente, como a morte. Mas, graças a Deus, Jesus morreu em nosso lugar, pagou a nossa dívida com o Pai, e nos justificou mediante a graça e misericórdia, de modo que todo homem que em Cristo crer, será salvo. Glória a Deus por isso!

Mas o fato é que o “empoderamento” da mulher, incentivado, conforme já aprendemos nos textos passados, pelo movimento feminista, apequenou os papeis ora reservados por Deus ao homem, tornando-o um ser diminuto, sem importância social. Esse fato, somado à própria condição do homem em negligenciar as suas funções sociais, políticas, econômicas e espirituais, agravaram ainda mais o combalido quadro familiar de abandono, de orientação, de ordem e de afeto.

A situação é tão crítica que uma das queixas das esposas e mães atualmente é ter realmente um homem (com H maiúsculo) dentro de casa; não um homem que apenas se contenta em suprir as necessidades materiais da família, mas um homem que se posiciona frente às várias demandas dentro de uma casa, como ser a voz de autoridade que orienta toda a família para a direção certa, aos olhos de Deus.

                Nesse sentido, a mulher tem assumido funções que deveriam ser exercidas pelo homem, de forma preponderante. Tal quadro tem produzido desgastes e “filhos órfãos de pais vivos”. A ausência de uma postura mais firme do homem dentro do lar e na sociedade tem também uma explicação sociológica, impulsionada pelos novos tempos: a feminização do homem. De antemão, quero destacar que não estou aqui criticando a opção sexual de ninguém. Todos são livres para assumir sexualmente aquilo que acharem melhor para si mesmos, desde que em tudo, haja respeito.

                Assim posto, podemos afirmar que a agenda defendida pela mídia e pela moda, na verdade, tem contribuído para descontruir a essência da masculinidade e gerar uma confusão mental e social na cabeça dessa nova geração. A feminização do homem ocidental está em curso e defender aquilo que deveria ser normal, ou seja, o homem sendo homem, passa a ser considerado um crime de ordem pública.

                O empresário, ativista social e presidente do Instituto Brasil 200, Gabriel Kanner, escreveu sobre o assunto no jornal eletrônico Gazeta do Povo, em 27/12/2020, importantes considerações, as quais compartilho com vocês. Ele disse:

                “Homens e mulheres sempre tiveram papéis complementares ao longo da história. Durante a maior parte da existência humana a vida era extremamente desafiadora e sofrida. Por causa de suas diferenças biológicas, homens e mulheres passaram a assumir papéis distintos para conseguirem sobreviver. Era preciso conseguir alimento, se proteger das ameaças externas, conseguir abrigo e garantir a sobrevivência da prole. A divisão de tarefas era imprescindível. Homens e mulheres sempre dependeram um do outro e, por mais diferente que o mundo possa ser hoje em dia, essa complementariedade continua sendo um dos pilares da nossa sociedade.

Não há dúvida de que, com o progresso do mundo, a melhoria da qualidade de vida e a entrada das mulheres no mercado de trabalho, os papéis de homens e mulheres também mudaram. Mulheres estão ocupando cada vez mais posições de destaque na política, nas empresas e em praticamente todos os setores da sociedade. Com isso, os homens também tiverem de se adequar, ajudando cada vez mais nas tarefas domésticas e na criação dos filhos.

Essa evolução é natural e benéfica para ambos os sexos. No entanto, isso não é o suficiente para a esquerda pós-moderna, cada vez mais radicalizada nos dias de hoje. Para eles, o homem precisa se desfazer de qualquer característica natural masculina e, sempre que puder, usar roupas femininas e se portar como uma mulher.

Essa agenda ideológica precisa ser rechaçada sempre que vier à tona. O mundo irá continuar evoluindo, e parte dessa evolução será a participação cada vez maior das mulheres em diversas áreas. No entanto, algumas coisas jamais mudarão. Quando chegar em casa após um dia de trabalho exaustivo, o homem quer enxergar em sua companheira uma verdadeira mulher, que lhe dá confiança e respaldo no lar e na família para que ele possa encarar os desafios externos. Assim como a mulher, ao chegar em casa da sua também exaustiva jornada, quer enxergar em seu companheiro um homem masculino, viril, que lhe oferecerá cuidado, carinho, atenção e a proteção necessária para que ela também enfrente os seus desafios. A mulher definitivamente não quer um homem de vestido e trejeitos femininos a esperando em casa.

Se essa agenda perversa prosperar, veremos cada vez mais casais infelizes, e toda uma geração absolutamente confusa em relação à sua própria identidade. Nunca houve na história uma sociedade forte e próspera sem homens fortes. E homens fortes não saem na rua usando vestido... Que sejamos sensatos e preservemos os homens masculinos, antes que entrem em extinção”.

Homens em extinção... essa é uma das piores constatações sociais de nosso tempo.

Por isso, precisamos voltar os nossos olhos para Deus e viver sob a Sua dependência. Somente Nele poderemos superar os problemas e as dificuldades que enfrentamos em nossos dias, principalmente, nos assuntos pertinentes à família.



Texto escrito pelo Pr. Willian Martins, da Igreja Evangélica Templo de Oração em Guiratinga-MT 

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