De acordo com a Palavra de Deus, os pais de Agda Gabriele levaram sua filha a Igreja para que fosse apresentada ao Senhor.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
A IGREJA EMERGENTE: A LAODICÉIA DO SÉCULO XXI
“...haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças,
Parece que cada geração tem sua própria apostasia específica e, em alguns casos, até mesmo depois de um avivamento espiritual. A igreja do século 20 começou numa batalha pelos fundamentos da fé cristã. Durante aquele período, os evangélicos (i.e., cristãos da atualidade que crêem na Bíblia e que se constituem de fundamentalistas, separatistas e outros apaixonados amantes da Bíblia) experimentaram um crescimento sem precedentes. Mas então, muitos dos principais seminários começaram a se comprometer, fazendo concessões à filosofia pós-moderna do humanismo secular de nível superior. De 1920 a 1935, muitos líderes fundaram escolas cristãs, institutos bíblicos e seminários que geraram fiéis expositores da Bíblia e igrejas evangelizadoras que ganhavam almas para Cristo em todo o mundo. Infelizmente, vários jovens educadores ingressaram nas universidades seculares a fim de obter seu grau de PhD. Depois de se graduarem, tornaram-se professores de seminário no encargo de ensinar os candidatos ao ministério pastoral a pregarem as Escrituras, sendo que eles mesmos nunca tinham exercido o pastorado, nem haviam se dedicado à pregação. Uma das máximas essenciais do processo educacional é a de que “não se pode partilhar aquilo que não se possui”. O que se verifica com freqüência, nos dias atuais, é que pastores jovens se formam nos seminários, todavia conhecem muito pouco sobre a pregação expositiva, sobre as doutrinas fundamentais, sobre a evangelização e nem mesmo possuem as ferramentas necessárias para atuarem como pastores. Hoje em dia, é comum ver pastores, recém-formados num seminário, assumirem o ministério pastoral de uma igreja, sem nunca terem sido alunos de um professor de seminário que realmente tenha exercido o pastorado de uma igreja.
Além disso, a lavagem cerebral de nossos filhos feita dentro das escolas públicas pelos humanistas seculares, desde a pré-escola até o ensino superior (especialmente nos cursos de pós-graduação) tem produzido uma geração pós-moderna que é avessa aos absolutos morais, ao Evangelho que é o único caminho de salvação e à autoridade da Palavra de Deus. Muitos jovens que estudaram em faculdades cristãs já foram influenciados por essa moderna filosofia secular [N. do T.: Nos Estados Unidos há instituições de ensino fundamental, médio e superior que são mantidas por denominações e entidades evangélicas, cuja proposta de ensino e orientação educacional baseia-se em princípios bíblicos cristãos]. Até mesmo em algumas escolas cristãs de ensino fundamental e médio, é possível encontrar professores com formação acadêmica de orientação humanista, que propõem o ensino de uma filosofia secular dentro de um ambiente cristão. É espantoso verificar o grau de desconhecimento da Bíblia que a maioria dos calouros demonstra ao entrar numa faculdade cristã. O único antídoto para aqueles que sofreram essa lavagem cerebral humanista por muitos anos é uma genuína conversão a Cristo, acrescida de um tempo investido no estudo minucioso da Palavra de Deus.
A lavagem cerebral de nossos filhos feita dentro das escolas públicas pelos humanistas seculares, desde a pré-escola até o ensino superior (especialmente nos cursos de pós-graduação) tem produzido uma geração pós-moderna que é avessa aos absolutos morais, ao Evangelho que é o único caminho de salvação e à autoridade da Palavra de Deus. |
Entre os falsos ensinos que brotam da Igreja Emergente encontra-se uma forma não tão sutil de ataque à autoridade da Bíblia – um claro sinal de apostasia. Eles não mais afirmam: “Assim diz o Senhor” (apesar do uso dessa expressão por mais de duas mil vezes na Bíblia), por temerem que isso ofenda aquelas pessoas que apregoam a igualdade de todas as opiniões quanto ao seu valor. A Palavra de Deus não é mais interpretada por aquilo que realmente diz; em vez disso, é interpretada por aquilo que diz para você, desconsiderando, assim, o fato de que a formação educacional e a experiência de vida de uma pessoa podem influenciar a maneira pela qual ela interpreta as Escrituras, a ponto de levá-la irrefletidamente a um significado nunca planejado por Deus para aquele texto.
Alguns dão a entender que Jesus foi um “bom homem, até mesmo um bom exemplo, mas Deus?”. Disso eles não têm certeza. Outros relutam em chegar a tal ponto de questionamento, porque se Jesus não é Deus que “se fez carne”, então não temos um Salvador. Entretanto, há outros da Igreja Emergente que põem em dúvida o milagre da concepção virginal de Cristo, Sua morte substitutiva e expiatória, Sua ressurreição corporal e, obviamente, questionam mais de mil profecias bíblicas, tanto as que já se cumpriram, quanto as que ainda estão por se cumprir, as quais descrevem o maravilhoso plano de Deus para o nosso futuro eterno. Uma indicação da situação em que eles realmente se encontram é evidenciada pelas declarações de um dos seus principais líderes (que é chamado de evangélico), “apesar dele agrupar a série de livros Deixados Para Trás na mesma categoria de O Código DaVinci”.[1] Uma afirmação dessas, vinda de um dos líderes da Igreja Emergente, revela o grau de confusão ou de dolo a que eles de fato chegaram. Ou ele está confuso (iludido) quanto às mentiras gnósticas ocultistas que dominam o enredo de O Códico Da Vinci, ou rejeita, intencionalmente, a interpretação literal da Bíblia que é o fundamento da série Deixados Para Trás, baseada no livro de Apocalipse. Não temos nenhuma dúvida ao afirmar que os líderes da “Igreja Emergente” não crêem no arrebatamento pré-tribulacionista, porque não aceitam a divina inspiração e autoridade da Bíblia.
Os mestres pós-modernos que se denominam “evangélicos”, embora neguem a “fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Judas 3), são bem rápidos em falar o que eles e outros filósofos heréticos pensam, porém, raramente dizem o que Deus deixou registrado por escrito em Sua biblioteca de sessenta e seis livros, a Bíblia. Eu, particularmente, creio que eles, na verdade, são hereges, apóstatas e lobos “disfarçados em ovelhas”. Devido ao fato do cristianismo liberal ter caído no vácuo do descrédito e das igrejas liberais terem ficado vazias, eles agora fazem uma tentativa de re-empacotar sua teologia sob a forma de pós-modernismo. Na realidade, a maior parte desses conceitos não passa daquilo que costumava ser chamado de modernismo ou liberalismo, ainda que expressos com uma terminologia pós-moderna.
Os líderes da “Igreja Emergente” não crêem no arrebatamento pré-tribulacionista, porque não aceitam a divina inspiração e autoridade da Bíblia. |
A mensagem do Espírito Santo dirigida à igreja de Laodicéia se enquadra perfeitamente à realidade deles: “Ao anjo da igreja de Laodicéia escreve: Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus. Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu. Aconselho-te que de mim compres outro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas. Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo. Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 3.14-22).
Minha expectativa de que a verdadeira igreja evangélica assumisse sua posição “em alto e bom som” contra essa nova forma pós-moderna de apostasia, concretizou-se, recentemente, num simpósio de nosso Pré-Trib Study Group [Grupo de Pesquisas Pré-Tribulacionistas], ocorrido no final de 2006. Foram proferidas várias palestras excelentes que expuseram os erros desse novo movimento. Quase que simultaneamente recebi um exemplar do periódico The Master’s Seminary Journal [Jornal do Seminário Master’s] que também desmascarava esse movimento através de artigos escritos pelo Dr. John MacArthur e pelo Dr. Richard Mayhue, dentre outros articulistas. Em seguida, chegaram informações de que o Dr. John MacArthur está escrevendo um livro sobre o assunto. Certamente será uma obra completa, de modo que nos ajudará a confrontar essa heresia moderna pelas Escrituras, tal como somos expressamente orientados a fazer nestes últimos dias (i.e., “[provar] os espíritos se procedem de Deus”, 1 João 4.1). Pastores inexperientes e mal alicerçados na Palavra de Deus estão sendo influenciados por essa forma atual de apostasia. Se tais pastores, porventura, comprarem essas idéias nitidamente heréticas, levarão suas igrejas ao desvio da verdade, através de falsos ensinamentos. Se líderes cristãos proeminentes e bem conhecidos não se opuserem abertamente a essa distorção apóstata, é muito provável que se cumpram, negativamente, as palavras desta profecia: “Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lucas 18.8).
Ao procurar uma igreja para sua família, certifique-se de avaliá-la pela importância que dá à Palavra de Deus. Você se lembra daqueles judeus “de Beréia”? Eles pesquisavam diariamente nas Escrituras para saber se os ensinamentos de Paulo e Silas eram legítimos e coerentes: “Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (Atos 17.11).
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
PECADORES NAS MÃOS DE UM DEUS IRADO
Pr. Jonathan Edwards
Pecadores nas Mãos de Um Deus Irado
Enfield, Connecticut em 08 de julho de 1741
Tradução: Walter Andrade Campelo
"Minha é a vingança e a recompensa, ao tempo que resvalar o seu pé; porque o dia da sua ruína está próximo, e as coisas que lhes hão de suceder, se apressam a chegar." (Deuteronômio 32:35 ACF1)
Neste verso está indicada a vingança de Deus sobre os pecaminosos e descrentes israelitas, que eram o povo visível de Deus, e que viviam sob os meios de graça; mas que, não obstante todas as maravilhas das obras de Deus para com eles, permaneciam (como está no verso 28) faltos de conselho, não havendo neles entendimento. Debaixo de todos os cultivos do céu, eles produziam fruto amargo e venenoso; como está nos dois versos próximos que precedem o texto. - A expressão que escolhi como meu texto, ao tempo que resvalar o seu pé, parece encerrar os seguintes fatos, relativos à punição e destruição a que estes israelitas pecadores estavam sujeitos:
Que estavam sempre expostos à destruição; como alguém que se levanta e anda por lugares escorregadios está sempre exposto à queda. Isto está implícito na forma de destruição que vinha sobre eles, sendo representada por seus pés escorregando (resvalando). O mesmo está expresso no Salmo 73:18 "Certamente tu os puseste em lugares escorregadios; tu os lanças em destruição."
Isto implica, que eles sempre estiveram expostos a uma repentina e inesperada destruição. Como aquele que anda por locais escorregadios está a cada instante sujeito à queda; ele não pode prever o momento em que estará de pé ou o próximo em que cairá; e quando cai, cai subitamente, sem aviso. Isto também está expresso no Salmo 73:18-19 "Certamente tu os puseste em lugares escorregadios; tu os lanças em destruição. Como caem na desolação, quase num momento! Ficam totalmente consumidos de terrores."
Outra implicação é, que eles estavam sujeitos a cair por si mesmos, sem serem derrubados pela mão de outro; como aquele que se levanta e anda por um terreno escorregadio não precisa de nada além de seu próprio peso para derrubá-lo.
Que a razão porque eles não haviam ainda caído, e não caíram naquele instante, é apenas que o tempo definido por Deus não havia chegado. Por isto está dito que ao tempo, ou quando o tempo determinado chegar, seus pés irão resvalar (escorregar). Então será permitido que caiam, como estão propensos por seu próprio peso. Deus não irá mais segurá-los nestes lugares escorregadios, mas irá deixá-los cair; e então neste exato instante, cairão em destruição; como aquele que se põe em pé em uma rampa escorregadia e inclinada, à beira de um penhasco, não pode permanecer em pé por si só; quando é solto imediatamente cai e está perdido.
O exame das palavras nas quais eu irei agora insistir é este: - "Não há nada que mantenha pecadores, em momento algum, fora do inferno, a não ser a mera graça de Deus". - Por mera graça de Deus, quero dizer sua soberana graça, sua vontade arbitrária, não se prendendo a qualquer obrigação, não impedida por nenhuma forma de dificuldade, coisa alguma mais que a possibilidade da vontade de Deus tida em seu menor grau, ou em qualquer outra consideração, qualquer que seja, nenhuma outra mão há a preservar os pecadores em momento algum. - A verdade deste exame pode aparecer através das seguintes considerações:
Não há nenhuma falta de poder em Deus para lançar pecadores ao inferno a qualquer instante. As mãos dos homens não têm forças quando Deus se levanta. O mais forte não Lhe pode resistir, nem pode escapar de suas mãos. - Ele não somente é capaz de lançar pecadores ao inferno, mas pode fazê-lo muito facilmente. Algumas vezes um príncipe terreno encontra grande dificuldade para subjugar um rebelde que tenha encontrado meios de se fortificar, e que tenha se feito forte pelo número de seus seguidores. Mas, não é assim com Deus. Não há fortaleza que sirva de defesa contra o poder de Deus. E ainda que mãos se unam a outras mãos, e vastas multidões de inimigos de Deus se combinem e se associem, eles serão facilmente feitos em pedaços. Eles são como um grande monte de finas moinhas diante de um tufão; ou grandes quantidades de restolho seco diante de chamas devoradoras. Nós achamos fácil pisar e esmagar um verme que vejamos a se arrastar pelo chão; assim também nos é fácil cortar ou queimar uma fina linha na qual alguma coisa esteja pendurada: pois é fácil assim para Deus, quando deseja, lançar seus inimigos até ao inferno. O que nós somos, para que pensemos em nos colocar contra Ele, por cuja repreensão a terra treme, e diante de quem as rochas são esmagadas?
Eles merecem ser lançados ao inferno; tanto que a divina justiça nunca se interpõe no caminho, ela não faz nenhuma objeção quanto a Deus usar seu poder no momento de destruí-los. De fato, ao contrário, a justiça clama por uma infinita punição de seus pecados. A justiça divina diz daqueles que geram tais uvas de Sodoma: "Corta o; por que ocupa ainda a terra inutilmente?" Lucas 13.7. A espada da divina justiça está neste momento brandindo sobre suas cabeças, e não há nada além da mão da soberana misericórdia, e da mera vontade de Deus, detendo-a.
Eles já estão sob uma sentença de condenação ao inferno. Eles não somente merecem, justamente, serem lançados lá, mas a sentença da lei de Deus, que é a eterna e imutável regra de justiça que Deus fixou entre Ele e a humanidade, foi contra eles, e permanece contra eles, tanto que já estão suspensos sobre o inferno. João 3:18 "Quem não crê já está condenado". Assim é que cada homem não convertido pertence ao inferno; que é seu lugar; de lá ele é. João 8:23 "Vós sois de baixo." E para lá estar, é levado; é o lugar onde a justiça, e a palavra de Deus, e a sentença da sua imutável lei serão aplicadas sobre este homem.
Eles são agora objeto daquela mesma ira e vingança de Deus, que é expressa pelos tormentos do inferno. E a razão pela qual não vão ao inferno neste mesmo instante, não é porque Deus, em poder de quem estão, não esteja neste momento grandemente irado com eles, da mesma forma como está com as muitas miseráveis criaturas que estão agora em tormentos no inferno, as quais lá sentem e suportam a fúria de sua ira. Na verdade, Deus está irado em um grau muito maior com um grande número dos que estão agora na terra; sim, e sem dúvida, com muitos que estão agora nesta congregação (os quais, é possível, estejam bem à vontade), do que está com muitos daqueles que estão agora nas chamas do inferno.
Tanto que não é porque Deus esteja desatento às suas maldades, e não se ressinta delas, que Ele não deixa sua mão baixar e cortá-los fora. Deus não é de forma alguma como eles próprios, apesar deles O imaginarem como sendo. A Ira de Deus queima contra eles, sua condenação não descansa, o abismo está preparado, o fogo está pronto, a fornalha já está quente, pronta para recebê-los; as chamas estão neste momento intensas e ardentes. A resplandecente espada está afiada, e levantada sobre eles, e o abismo tem aberto sua boca abaixo deles.
O diabo permanece pronto a cair sobre eles, e apanhá-los como seus próprios, no momento em que Deus o permitir. Eles lhe pertencem; ele tem suas almas em possessão, e sob seu domínio. As Escrituras os representam como suas posses, Lucas 11:21. Os demônios os assistem; estão sempre com eles à sua mão direita; os demônios permanecem aguardando por eles, como vorazes leões famintos que vêem sua presa, e esperam conseguí-la, mas que por enquanto são mantidos afastados. Se Deus retirasse sua mão, pela qual os demônios estão sendo contidos, eles iriam imediatamente voar sobre suas pobres almas. A antiga serpente está escancarada para eles; o inferno abre sua enorme boca para recebê-los; e se Deus assim o permitisse, seriam rapidamente engolidos e estariam perdidos.
Há nas almas dos pecadores princípios diabólicos reinando, os quais num instante queimariam e arderiam no fogo do inferno, não fosse pela restrição de Deus. Existe guardada na própria natureza do homem carnal, uma fundação para os tormentos do inferno. Existem neles princípios corrompidos, em reinante poder, e em plena possessão deles, que são as sementes do fogo do inferno. Estes princípios estão ativos e são poderosos, e extremamente violentos em sua natureza, e se não fosse pela restringente mão de Deus sobre eles, rapidamente eles se romperiam e se incendiariam, da mesma forma que estas mesmas corrupções, que o mesmo inimigo cria nos corações das almas em danação no inferno, e produziriam os mesmos tormentos que nelas produzem. As almas dos pecadores são comparadas pelas Escrituras a um mar bravo, Isaias 57:20. No momento, Deus restringe sua maldade através de seu imenso poder, como Ele faz com as furiosas ondas do mar turbulento, dizendo: "Até aqui virás, e não mais adiante"2, mas se Deus retirasse este poder restringente, ele levaria rapidamente todos consigo. O pecado é a ruína e a miséria da alma; é destrutivo em sua natureza; e se Deus o deixasse sem sua restrição, nada mais seria necessário para tornar a alma completamente miserável. A corrupção do coração do homem é sem moderação e não tem limites em sua fúria, e enquanto o pecador aqui viver, é como fogo contido pela restrição de Deus; levando-se em conta que se for deixado solto incendiará o curso da natureza e o coração será então uma fossa de pecado, assim se o pecado não fosse restringido, imediatamente transformaria a alma em um forno ardente, ou em uma fornalha de fogo e enxofre.
Não há segurança para pecadores em momento algum, ainda que não existam meios visíveis de morte à mão. Não há segurança para um homem natural, ainda que agora esteja com saúde, e que não veja de que forma possa já agora sair do mundo por causa de algum acidente, e que não haja qualquer perigo visível em nenhum aspecto de suas condições de vida. A contínua e variada experiência do mundo em todos os tempos, mostra que isto não é evidência de que um homem não esteja à beira da eternidade, ou de que o próximo passo não ocorra em outro mundo. O invisível, os imprevisíveis caminhos e meios pelos quais as pessoas vão subitamente para fora deste mundo são inumeráveis e inimagináveis. Homens inconversos andam sobre o abismo do inferno em uma cobertura podre, e há inúmeros lugares nesta cobertura tão fracos que não suportarão seu peso, e estes lugares não são visíveis. As flechas da morte voam invisíveis mesmo ao meio-dia; a vista mais aguçada não as pode discernir. Deus tem muitos e insondáveis meios de levar pecadores para fora deste mundo e enviá-los ao inferno, e não há nada que mostre isto, de modo que Deus não tem necessidade de ficar à busca de um milagre, ou de alterar o curso normal de sua providência, para destruir qualquer pecador, em um momento qualquer. Todos os meios que existem para que pecadores saiam deste mundo estão nas mãos de Deus, e estão tão universal e absolutamente sujeitos ao seu poder e determinação, que não depende de nada além da mais simples vontade de Deus, para que os pecadores sigam em um instante qualquer para o inferno, mesmo que estes meios jamais tenham sido utilizados, ou que não sejam concernentes ao caso.
A prudência e o cuidado dos homens naturais em preservar suas próprias vidas, ou o cuidado de outros em preservá-las, não lhes dá segurança em tempo algum. Disto, a divina providência e a experiência universal dão também testemunho. Há esta clara evidência de que a sabedoria própria dos homens não lhes é segurança contra a morte; porque se fosse de outra forma nós veríamos alguma diferença entre os homens sábios e políticos do mundo, e os outros, com relação à sua sujeição a uma morte prematura e inesperada: mas como é isto de fato? Eclesiastes 2:16 "E como morre o sábio, assim morre o tolo!"
Todos os esforços e a sagacidade dos pecadores, as quais usam para tentar escapar do inferno, enquanto continuam a rejeitar a Cristo, e portanto, permanecendo pecadores, não lhes garantem contra o inferno em nenhum momento. Praticamente qualquer homem natural que ouve sobre o inferno, ilude a si mesmo de que irá escapar dele; ele depende de si mesmo para sua própria segurança, e se ilude sobre o que já fez, sobre o que tem feito, ou sobre o que pretende fazer. Cada um projeta maneiras em sua própria mente sobre como evitará a danação, e se ilude achando que planejou bem para si mesmo, e que estes esquemas não irão falhar. Eles ouvem, na verdade, que há muito poucos salvos, e que grande parte dos homens que antes morreram foram para o inferno; mas, cada um imagina que projetou maneiras melhores para seu próprio escape do que os outros fizeram. Ele não tem a intenção de ir àquele lugar de tormento; diz a si mesmo, que pretende tomar um cuidado efetivo, e estabelecer fórmulas tais que ele mesmo não venha a falhar.
Mas, os tolos filhos dos homens miseravelmente se iludem a si mesmos com seus próprios esquemas, e certos de sua própria força e sabedoria, confiam em nada mais do que uma sombra. A maior parte daqueles que antes viveram sob estes mesmos meios de graça, e que agora estão mortos, foram indubitavelmente para o inferno; e isto não ocorreu porque eles não foram tão espertos quanto aqueles que agora estão vivos: não aconteceu porque eles não tenham projetado, para si mesmos, maneiras de escapar tão boas que assegurassem seu próprio escape. Se nós pudéssemos falar com eles, e inquirir deles, um por um, se eles esperavam, quando vivos, quando ouviram sobre o inferno, que em algum momento estariam sujeitos àquela miséria, sem dúvida, iríamos ouvir um por um responder: "Não, eu nunca pretendi vir para cá; eu tinha planejado as coisas de outra forma em minha mente; eu pensei que havia planejado bem para mim; - pensei que meu esquema fosse bom. Eu pretendi tomar cuidados efetivos, mas ela veio sobre mim inesperadamente; eu não a procurei naquele instante, ou daquela forma; ela veio como um ladrão: - A morte levou a melhor sobre mim. A Ira de Deus foi rápida demais para mim. Oh, minha amaldiçoada insensatez! Eu estava me iludindo e me agradando com sonhos vãos do que faria na vida futura, ao tempo em que dizia: Paz e segurança, então me sobreveio repentina destruição."
Deus não se tem colocado sob nenhuma obrigação, por qualquer promessa, a manter homens naturais fora do inferno em momento algum. Deus certamente não fez promessas seja de vida eterna, ou de qualquer livramento ou preservação da morte eterna, além das que estão contidas na aliança da graça, as promessas que são dadas em Cristo, no qual todas as promessas estão, de fato e amém. Mas, certamente não têm interesse nas promessas da aliança da graça aqueles que não são filhos da graça, aqueles que não crêem em quaisquer de suas promessas, e não têm interesse no Mediador da aliança.
Assim é que, com relação a tudo o que alguns têm imaginado e aspirado sobre promessas feitas às buscas e batidas honestas de homens naturais, é evidente e manifesto, que a despeito dos esforços que um homem natural tome em religião, a despeito das orações que faça, até o momento em que venha a crer em Cristo, Deus não está de forma alguma obrigado de protegê-lo um momento sequer da destruição eterna.
Assim é que, desta forma estão os homens naturais seguros pela mão de Deus, sobre o abismo do inferno; eles merecem o abismo de fogo, e já estão sentenciados a ele; e Deus está sendo terrivelmente provocado; sua ira é tão grande contra eles quanto para com aqueles que estão agora sofrendo as execuções da ferocidade de sua ira no inferno, e eles não tem feito nada para abrandar ou abater esta ira, nem está Deus ao menos preso por qualquer promessa a mantê-los um instante que seja; o diabo os está esperando, o inferno está escancarado para eles, as chamas juntam-se e flamejam por eles, e irão alegremente envolvê-los, e engoli-los; o fogo contido em seus próprios corações está se debatendo para sair. E eles não têm qualquer interesse em um Mediador, não há meios através dos quais alcancem o que lhes pode ser de segurança. Resumindo, eles não têm refúgio, nada que os mantenha, tudo o que os preserva em cada momento é a mera vontade arbitrária e a não pactuada, não obrigada, clemência de um Deus enfurecido.
Aplicação
O uso para este terrível tema pode ser o de despertar as pessoas não convertidas nesta congregação. Isto que vocês ouviram é o caso de cada um de vocês que não estão em Cristo. - Aquele mundo de miséria, aquele lago de enxofre incandescente, está largamente estendido abaixo de vocês. Há o horrendo abismo de chamas ardentes da Ira de Deus; há a enorme boca do inferno escancaradamente aberta; e você não tem nada para se manter acima deles, nem nada que para se segurar, não há nada entre você e o inferno além de ar; é somente o poder e a mera vontade de Deus que te mantém acima.
Você provavelmente não tem ciência disto; você se percebe sendo mantido fora do inferno, mas não vê a mão de Deus nisto; e busca outras coisas, como o bom estado de sua constituição corporal, você tem cuidado de sua própria vida, e dos meios que você usa para sua própria preservação. Mas, na verdade, estas coisas não são nada, se Deus retirar sua mão, elas não servirão para evitar a sua queda, mais do que o ar rarefeito irá segurar uma pessoa que esteja nele suspensa.
A sua fraqueza faz como se você fosse pesado como chumbo, e dirigindo-se abaixo com grande peso e pressão em direção ao inferno; e se Deus permitir que vá, você imediatamente afundará e prontamente descerá e mergulhará no abismo sem fim, e sua saudável constituição, e seu cuidado próprio e prudência, e melhor habilidade, e toda sua justiça, não terão mais influência para sustentá-lo e mantê-lo fora do inferno, do que a teia de uma aranha tem para parar uma rocha que cai. Se não fosse pela vontade soberana de Deus, a terra não te manteria um momento; porque você é um peso para ela, a criação geme por sua causa; a criação está sujeita ao laço da sua corrupção, mas não de bom grado; o sol não brilha de boa vontade sobre você para lhe dar luz para servir ao pecado e a Satanás; a terra não produz de bom grado sua produção para satisfazer suas luxúrias; nem é a boa vontade um palco para sua maldade atuar; o ar não serve de bom grado para você respirar e manter a chama da vida em seus órgãos vitais, enquanto você passa a vida a serviço dos inimigos de Deus. As criações de Deus são boas, e foram feitas para que com elas os homens servissem a Deus, e não são subservientes de boa vontade a nenhum outro propósito, e gemem quando são maltratadas em propósitos tão diretamente contrários à sua natureza e finalidade. E o mundo iria lhe vomitar, se não fosse a pela soberana mão daquele que o sujeitou em esperança. As nuvens negras da Ira de Deus estão agora pairando diretamente sobre suas cabeças, cheias de horrenda tempestade, e inchadas com trovões, e se não fosse pela restringente mão de Deus, elas iriam imediatamente romper-se sobre você. A vontade soberana de Deus, por enquanto, segura seu vento tempestuoso; caso contrário ele viria com fúria, e sua destruição seria como a de um furacão e você seria como a fina moinha trilhada no chão.
A Ira de Deus é como grandes águas que por enquanto estão represadas; ela cresce mais e mais, sobe mais e mais alto, até que uma passagem é dada; e quanto mais a corrente é interrompida, mais rápido e poderoso é o seu curso, quando por fim é liberada. É verdade, que o julgamento de suas más obras não foi executado até agora; os dilúvios da vingança de Deus têm sido retidos; mas sua culpa neste meio tempo está constantemente aumentando, e você está a cada dia entesourando mais ira; as águas estão constantemente subindo, e tornando-se mais e mais poderosas, e não há nada além da mera vontade de Deus, que segure as águas, as quais não tem boa vontade de serem paradas, e pressionam duramente para seguir adiante. Se Deus somente retirar sua mão da comporta, ela imediatamente se abrirá, e as ardentes correntes da ferocidade e da ira de Deus, irão ser impelidas à frente com inconcebível fúria, e virá sobre você com poder onipotente; e se sua força fosse dez mil vezes maior do que é, ou ainda, dez mil vezes maior que a força do mais robusto, e vigoroso demônio do inferno, nada seria para lhes resistir ou suportar.
O arco da Ira de Deus está esticado, e a flecha está pronta sobre a corda, e a justiça aponta a flecha para seu coração, e estica o arco, e não há nada além da mera vontade de Deus, e de um Deus zangado, sem qualquer promessa ou obrigação que seja, que retenha a flecha por um instante sequer de se embeber em seu sangue. Assim todos vocês que nunca passaram por uma grande mudança de coração, pelo grandioso poder do Espírito de Deus sobre suas almas; todos vocês que não nasceram de novo, e foram feitos novas criaturas, e ressuscitaram da morte em pecados, para um estado de novo, mas, antes estão inteiramente sem experiência de luz e vida, vocês estão nas mãos de um Deus irado. Por mais que vocês possam ter reformado suas vidas em muitas coisas, e possam ter tido sentimentos religiosos, e possam manter uma forma de religião em suas famílias e aposentos, e na casa de Deus, isto não é nada, mas é Sua simples vontade que impede que vocês sejam neste instante engolidos em eterna destruição. Mesmo que vocês agora possam não estar convencidos da verdade do que estão ouvindo, logo estarão plenamente convencidos disto. Aqueles que se foram estando em circunstâncias semelhantes às suas, viram que assim foi com eles; porque a destruição veio sobre a maioria deles repentinamente; quando não a esperavam, e enquanto estavam dizendo, paz e segurança: agora eles vêem, que aquelas coisas das quais dependiam para paz e segurança, não foram mais que ar rarefeito e sombras vazias.
O Deus que te segura acima do abismo do inferno, muito como alguém que segura uma aranha, ou algum inseto repugnante sobre o fogo, tem repulsa de ti, e está sendo terrivelmente provocado: sua ira contra você queima como fogo, ele olha para você merecedor de nada mais, que ser lançado no fogo, Ele tem olhos puros demais para suportar ter você em sua visão; você é dez mil vezes mais abominável aos olhos Dele, que a mais detestável serpente venenosa é aos seus. Você O tem ofendido infinitamente mais que um obstinado rebelde a seu príncipe; e ainda assim é nada além que sua mão o que evita que você a cada momento caia no fogo. E não há outra razão a ser dada, por você não ter ido para o inferno na noite passada; que você tenha sido forçado a acordar novamente neste mundo, depois que você fechou os olhos para dormir. Não há outra razão a ser dada, por você não ter sido lançado no inferno desde a hora em que você se levantou de manhã, além da mão de Deus ter te segurado. Não há outra razão a ser dada para você não ter ido para o inferno, desde que você se sentou aqui na casa de Deus, provocando seus puros olhos com a sua perniciosa e pecaminosa maneira de comparecer ao seu culto solene. Sim, não há nada que seja dado como uma razão para que você não caia neste exato momento no inferno.
Ó pecador! Considere o temível perigo em que você se encontra: é uma grande fornalha de ira, um enorme abismo sem fundo, cheio do fogo da ira, sobre o que você está mantido pela mão daquele Deus, cuja ira é provocada e inflamada desta tal forma contra você, como contra tantos dos amaldiçoados no inferno. Você está pendurado por uma fina linha, com as chamas da ira divina rompendo por ela, e prontas a cada instante a chamuscá-la, e queimá-la fazendo-a em pedaços; e você não tem qualquer interesse no Mediador, e em nada em que se segurar para se salvar, nada para afastar as chamas da ira; nada de você mesmo, nada do que você tenha feito, nada do que você possa fazer, para induzir Deus a poupá-lo por um instante a mais. - E considere aqui mais particularmente:
De quem a ira é: é a ira do Deus infinito. Se ela fosse somente a ira do homem, ainda que fosse do mais poderoso príncipe, ela seria comparativamente muito pequena para ser levada em consideração. A ira dos reis é muito temível, especialmente dos monarcas absolutistas, que têm as possessões e as vidas de seus súditos inteiramente em seu poder, à disposição de suas mera vontade. Provérbios 20:2 "Como o rugido do leão é o terror do rei; o que o provoca à ira peca contra a sua própria alma." O súdito que muito enfurece um arbitrário príncipe, está sujeito a sofrer os mais extremos tormentos que a arte humana é capaz de inventar, ou que o poder humano é capaz de infligir. Mas, os grandes potentados terrenos em suas grandiosas majestades e força, e quando equipados de seus maiores terrores, não são mais que fracos e desprezíveis vermes na areia, em comparação com o grande e Todo-Poderoso Criador e Rei do céu e da terra. É muito pouco o que podem fazer, quando muito enfurecidos, e quando têm mostrado o máximo de sua fúria. Todos os reis da terra, diante de Deus, são como gafanhotos; não são nada, e menos que nada: seu amor e seu ódio são para ser desprezados. A ira do grande Rei dos reis, é muito mais terrível que a deles, do mesmo modo que sua majestade é maior. Lucas 12:4-5 "E digo-vos, amigos meus: Não temais os que matam o corpo e, depois, não têm mais que fazer. Mas eu vos mostrarei a quem deveis temer; temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno; sim, vos digo, a esse temei."
É à ferocidade de sua ira que você está exposto. Nós freqüentemente lemos sobre a fúria de Deus; como em Isaías 59:18 "Conforme forem as obras deles, assim será a sua retribuição, furor aos seus adversários." Assim também Isaías 66:15 "Porque, eis que o SENHOR virá com fogo; e os seus carros como um torvelinho; para tornar a sua ira em furor, e a sua repreensão em chamas de fogo." E em muitos outros lugares. Assim em Apocalipse 19:15, nós lemos sobre "o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso." As palavras são extremamente terríveis. Se estivesse somente sendo dito, "a Ira de Deus", as palavras implicariam o que é infinitamente terrível; mas está dito "o furor e a ira do Deus Todo-Poderoso." A fúria de Deus! A ferocidade de Jeová! Oh, quão terrível ela será! Quem pode exprimir ou conceber o que estas expressões carregam em si! Mas, é também "o furor e a ira do Deus Todo-Poderoso." Como tal haverá uma grande manifestação de seu onipotente poder através do qual o furor de sua ira será infligido, desta forma a onipotência será como se estivesse enfurecida, e manifesta, de um modo que os homens não costumam manifestar sua força e o furor de sua ira. Oh! Então, qual não será a conseqüência! O que acontecerá aos pobres vermes que a sofrerão! As mãos de quem poderão ser fortes? E o coração de quem poderá subsistirá? Em que terrível, inexprimível, inconcebível profundidade de miséria será a pobre criatura mergulhada, aqueles que estarão sujeitos a isto!
Considere isto, você que está aqui presente, e que ainda permanece em um estado de não regeneração: Que Deus executar a ferocidade de sua raiva, implica, que ele infligirá ira sem qualquer piedade. Quando Deus olha para o indescritível extremo de seu caso, Ele vê seu tormento ser tão grandemente desproporcional à sua força, e vê como sua pobre alma está oprimida, e afunda, como se estivesse em uma infinita escuridão; mas, não terá compaixão de você, Ele não irá reprimir as execuções de sua ira, ou mesmo tornará sua mão mais leve; não haverá moderação ou misericórdia, nem reterá Deus de forma alguma seu vento impetuoso; Ele não terá preocupação com seu bem-estar, nem tampouco será cuidadoso de qualquer outro modo a fim de que você não sofra, exceto tão somente que você não sofrerá além do que a estrita justiça requer. Nada será contido, já que é dificílimo para você suportar. Ezequiel 8:18 "Por isso também eu os tratarei com furor; o meu olho não poupará, nem terei piedade; ainda que me gritem aos ouvidos com grande voz, contudo não os ouvirei." Agora Deus está pronto a perdoá-lo; este é um dia de misericórdia, você pode clamar agora com algum alento de obter misericórdia. Mas, uma vez que o dia da misericórdia tenha passado, seu mais lastimoso e doloroso choro e grito será em vão; você estará completamente perdido e posto longe de Deus, assim como qualquer preocupação para com o seu bem-estar. Deus não terá outra forma de tratá-lo, senão em miserável sofrimento, você continuará a existir sem nenhuma outra finalidade; porque você será um vaso de ira cheio de destruição; e não haverá outro uso para este vaso, além de estar cheio de ira. Deus estará tão distante de perdoá-lo quando você clamar por Ele, que está dito que Ele irá somente "rir e zombar", Provérbios 1:25-26 ss.
Quão terríveis são estas palavras, em Isaías 63:3, as quais são palavras do grande Deus: "e os pisei na minha ira, e os esmaguei no meu furor; e o seu sangue salpicou as minhas vestes, e manchei toda a minha vestidura." Talvez seja impossível conceber palavras que carreguem em si maiores manifestações destas três coisas, quais sejam, o desprezo, e o ódio, e o furor da indignação. Se você clamar ao Senhor que o perdoe, Ele estará tão distante de perdoá-lo em seu caso sombrio, ou de mostrar-lhe ao menos consideração ou favor, que ao invés disto, irá somente esmagá-lo sob o pé. E ainda que Ele saiba que você não pode suportar o peso da onipotência lhe pisando, ainda assim Ele não terá qualquer consideração, mas irá esmagá-lo sob seu pé sem misericórdia. Ele irá espremer o seu sangue, e irá fazê-lo saltar, e salpicará suas vestes, e manchará toda a sua vestidura. Ele irá não somente odiá-lo, mas terá você, no mais profundo desprezo; nenhum outro lugar será cogitado para você estar, a não ser debaixo de seu pé, para ser pisado como a lama das ruas.
A miséria a que você está exposto é aquela que Deus irá infligir até este fim, uma vez que Ele deve mostrar o que é a ira de Jeová. Deus tem tido isto em seu coração para mostrar aos anjos e aos homens, tanto quão excelente é seu amor, quanto quão terrível é sua ira. Algumas vezes reis terrenos tem uma idéia para mostrar quão terrível é sua ira, através de punições extremas eles executarão aqueles que os provocarem. Nabucodonosor, aquele poderoso e orgulhoso monarca do império Caudeu, estava disposto a mostrar sua ira quando se enfureceu contra Sadraque, Mesaque e Abednego, e desta forma deu ordens para que a queima do fogo da fornalha fosse aquecida sete vezes mais que antes; sem dúvida, ela foi aumentada ao maior grau de violência a que a arte humana poderia aumentá-la. Não obstante, o grande Deus está também desejoso de mostrar sua ira, e de magnificar sua tremenda majestade e grandioso poder em sofrimentos extremos aos seus inimigos. Romanos 9:22 "E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição?" E vendo isto em seu projeto, e o que havia determinado, ainda para mostrar quão terríveis são a irrestrita ira, a fúria e a ferocidade de Jeová, Ele levará isto a cabo. Será algo efetuado e causado que será horrível para quem o testemunhar. Quando o grande e irado Deus se levanta e executa sua terrível vingança sobre o infeliz pecador, e o miserável está verdadeiramente sofrendo o infinito peso e o poder de sua indignação, então Deus irá evocar todo o universo a ver quão tremenda majestade e grandioso poder pode nisto ser visto. Isaías 33:12-14 ss "E os povos serão como as queimas de cal; como espinhos cortados arderão no fogo. Ouvi, vós os que estais longe, o que tenho feito; e vós que estais vizinhos, conhecei o meu poder. Os pecadores de Sião se assombraram, o tremor surpreendeu os hipócritas. Quem dentre nós habitará com o fogo consumidor? Quem dentre nós habitará com as labaredas eternas?"
Deste modo, estas coisas acontecerão com você que está em um estado de não conversão, se continuar nele; o infinito poder, e a majestade, e o terror do onipotente Deus serão magnificados sobre você, na indescritível força de seus tormentos. Você será atormentado na presença dos santos anjos, e na presença do Cordeiro; e quando você estiver neste estado de sofrimento, os gloriosos habitantes do céu virão adiante e verão o terrível espetáculo, porque poderão ver o que é ira e o furor do Todo-Poderoso; e quando eles tiverem visto, irão se prostrar e adorar aquele grande poder e majestade. Isaías 66:23-24 "E será que desde uma lua nova até à outra, e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o SENHOR. E sairão, e verão os cadáveres dos homens que prevaricaram contra mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e serão um horror a toda a carne."
É uma ira eterna. Já seria horrível sofrer esta fúria e ira do Deus Todo-Poderoso por um momento, mas, você a sofrerá por toda a eternidade. Não haverá fim para esta extraordinariamente horrível miséria. Quando você olhar para frente, verá um longo futuro, uma continuação sem fim diante de você, que irá engolir seus pensamentos, e assombrar sua alma; e você se desesperará completamente por ter apenas por um momento algum livramento, algum fim, algum alívio, um descanso qualquer. Você terá plena consciência de que irá se desgastar por longos séculos, milhões e milhões de séculos, lutando e combatendo contra esta vingança onipotente e sem misericórdia; e então quando você estiver assim, quando tantos séculos tenham realmente sido gastos por você desta forma, você saberá que tudo isto é somente um ponto comparado com o que ainda falta. Posto que sua punição será na verdade infinita. Oh, quem pode expressar qual é o estado de uma alma em tais circunstâncias! Tudo que nós possivelmente possamos dizer sobre este assunto, daria apenas uma representação muito fraca e débil; ele é inexprimível e inconcebível: Pois "quem conhece o poder da Ira de Deus?"
Quão horrível é o estado daqueles que estão diariamente e de hora em hora em risco de sofrer esta grande ira e infinita miséria! E este é o sombrio caso de cada alma nesta congregação que não tenha nascido de novo, mesmo que de outro modo possam ser morais e retos, sóbrios e religiosos. Oh, que você considere isto, seja você jovem ou velho! Há razão para pensar, que há muitos agora nesta congregação ouvindo este discurso, que serão realmente os objetos desta mesma miséria por toda a eternidade. Nós não sabemos quem são, ou em quais assentos estão assentados, ou que pensamentos têm agora. Pode ser que agora estejam despreocupados, e ouçam todas estas coisas sem muita perturbação, e que estejam agora se agradando supondo que não são estas pessoas, e prometendo a si mesmos que irão escapar. Se você soubesse que havia uma pessoa, e apenas uma, em toda a congregação, que estava para ser objeto desta miséria, que coisa terrível seria pensar sobre isto! Se nós soubéssemos quem ela é, que horrível visão seria ver tal pessoa! Como poderia todo o resto da congregação se levantar e lastimosa e amargamente chorar sobre ele! Mas, ai meu Deus! Ao invés de um, quantos provavelmente irão se lembrar deste discurso no inferno? E seria um milagre, se alguns dos que agora estão presentes, não estejam no inferno em pouco tempo, mesmo antes de este ano acabar. E não seria milagre algum se algumas pessoas, das que estão agora sentadas aqui, em alguns dos assentos deste local de reunião, com saúde, quietos e seguros, estejam lá antes de amanhã de manhã. Aqueles de vocês que finalmente continuarem em uma condição natural, que os mantenha fora do inferno por mais um pouco, logo estarão lá! Sua danação não descansa; ela virá rapidamente, e, com toda probabilidade, muito repentinamente sobre muitos de vocês. Vocês têm razão para se admirarem por já não estarem no inferno. Este é sem dúvida o caso de alguns que vocês têm visto e conhecido, que nunca mereceram o inferno mais que vocês, e que antes davam a impressão de que provavelmente estariam agora vivos como vocês. O caso deles está além de qualquer esperança; eles estão clamando em extrema miséria e perfeito desespero; mas, aqui vocês estão na terra dos viventes e na casa de Deus, e têm uma oportunidade de obter salvação. O que não dariam aquelas pobres almas condenadas e sem esperança por um dia de oportunidade como o que vocês estão agora desfrutando!
E agora você tem uma extraordinária oportunidade, um dia no qual Cristo abriu largamente a porta da misericórdia, e permanece chamando e clamando com grande voz pelos pobres pecadores; um dia no qual muitos estão reunindo-se a Ele, e apressando-se ao reino de Deus. Muitos estão diariamente vindo do leste, oeste, norte e sul; muitos que estavam até muito recentemente na mesma condição miserável em que você está, e que agora estão em um estado de alegria, com seus corações cheios com amor por aquele que os amou, e os lavou de seus pecados em seu próprio sangue, e jubilosos de esperança pela glória de Deus. Quão terrível é ser deixado para trás em tal dia! Ver tantos outros festejando, enquanto você está definhando e perecendo! Ver tantos jubilosos e cantando pela alegria no coração, enquanto você tem motivos para prantear pela culpa do coração, e urra pela vexação do espírito! Como você pode descansar um momento sequer em tal condição? Não são suas almas tão preciosas quanto as almas das pessoas de Suffield3, onde estão dia a dia se unindo a Cristo?
Não há muitos aqui que tenham vivido muito tempo no mundo, e que não tenham até hoje nascido de novo? E portanto, são estrangeiros na comunidade de Israel, e não têm feito nada durante a vida, além de entesourar ira para o dia da ira? Oh, senhores, seu caso, de uma forma especial, é extremamente perigoso. Sua culpa e dureza de coração são enormes. Vocês não vêem quão comumente pessoas da sua idade passam e se vão, na presente notável e maravilhosa dispensação da misericórdia de Deus? Vocês têm necessidade de considerarem a si mesmos, e acordarem inteiramente deste sono. Vocês não podem suportar a fúria e a ira do Deus infinito. - E vocês, homens jovens, e jovens mulheres, irão negligenciar este precioso momento que vocês estão desfrutando agora, quando tantos outros de sua idade estão renunciando às futilidades da mocidade, e se unindo a Cristo? Vocês especialmente têm agora uma extraordinária oportunidade; mas se vocês a negligenciarem, logo acontecerá com vocês como com aquelas pessoas que gastam todos os preciosos dias da juventude em pecado, e estão agora chegando a esta horrível condição em cegueira e dureza. - E vocês, jovenzinhos, que não são convertidos, não sabem que vocês estão indo para o inferno, para suportar a terrível ira daquele Deus, que está agora zangado com vocês cada dia e cada noite? Vocês estarão contentes por serem jovenzinhos do diabo, quando tantos outros jovenzinhos na terra são convertidos, e se tornaram santos e alegres filhos do Rei dos reis?
E permita que cada um que ainda está sem Cristo, e pendurado sobre o abismo do inferno, sejam eles homens ou mulheres de avançada idade, ou de meia idade, ou jovens, ou ainda crianças, ouça agora com muita atenção aos altos clamores da palavra e da providência de Deus. Este ano aceitável do Senhor, um dia de tão grandes bênçãos a alguns, será sem dúvida um dia de notável vingança para outros. A dureza do coração dos homens, e suas culpas aumentam a passo largo em um dia como este, se negligenciam suas almas; e nunca houve tão grande perigo para estas pessoas que cedem à dureza do coração e à cegueira da mente. Deus agora parece estar apressadamente recolhendo seus eleitos em todas as partes da terra; e provavelmente a maior parte dos adultos que nunca serão salvos, será agora levada em pouco tempo, e que isto será como foi a grande expansão do Espírito sobre os judeus nos dias dos apóstolos; os eleitos irão obter, e o restante terá os olhos tapados. Se este for o seu caso, você amaldiçoará eternamente este dia, e amaldiçoará o dia em que nasceu, por ver tal período de expansão do Espírito de Deus, e desejaria que houvesse morrido e ido para o inferno antes de ter visto isto. Agora indubitavelmente está o machado, como esteve nos dias de João o Batista, colocado de forma extraordinária nas raízes das árvores, e cada árvore que não produzir bons frutos, poderá ser derrubada e lançada ao fogo.
Contudo, permita que cada um que está sem Cristo, acorde agora e afaste-se da ira que virá. A Ira do Deus Todo-Poderoso está, neste momento, sem dúvida pendendo sobre grande parte desta congregação: Permita que cada um se afaste de Sodoma: "Apressem-se e escapem por suas vidas; não olhem para trás; escapem lá para o monte, para que não sejam consumidos."
Pecadores nas Mãos de Um Deus Irado
Enfield, Connecticut em 08 de julho de 1741
Tradução: Walter Andrade Campelo
"Minha é a vingança e a recompensa, ao tempo que resvalar o seu pé; porque o dia da sua ruína está próximo, e as coisas que lhes hão de suceder, se apressam a chegar." (Deuteronômio 32:35 ACF1)
Neste verso está indicada a vingança de Deus sobre os pecaminosos e descrentes israelitas, que eram o povo visível de Deus, e que viviam sob os meios de graça; mas que, não obstante todas as maravilhas das obras de Deus para com eles, permaneciam (como está no verso 28) faltos de conselho, não havendo neles entendimento. Debaixo de todos os cultivos do céu, eles produziam fruto amargo e venenoso; como está nos dois versos próximos que precedem o texto. - A expressão que escolhi como meu texto, ao tempo que resvalar o seu pé, parece encerrar os seguintes fatos, relativos à punição e destruição a que estes israelitas pecadores estavam sujeitos:
Que estavam sempre expostos à destruição; como alguém que se levanta e anda por lugares escorregadios está sempre exposto à queda. Isto está implícito na forma de destruição que vinha sobre eles, sendo representada por seus pés escorregando (resvalando). O mesmo está expresso no Salmo 73:18 "Certamente tu os puseste em lugares escorregadios; tu os lanças em destruição."
Isto implica, que eles sempre estiveram expostos a uma repentina e inesperada destruição. Como aquele que anda por locais escorregadios está a cada instante sujeito à queda; ele não pode prever o momento em que estará de pé ou o próximo em que cairá; e quando cai, cai subitamente, sem aviso. Isto também está expresso no Salmo 73:18-19 "Certamente tu os puseste em lugares escorregadios; tu os lanças em destruição. Como caem na desolação, quase num momento! Ficam totalmente consumidos de terrores."
Outra implicação é, que eles estavam sujeitos a cair por si mesmos, sem serem derrubados pela mão de outro; como aquele que se levanta e anda por um terreno escorregadio não precisa de nada além de seu próprio peso para derrubá-lo.
Que a razão porque eles não haviam ainda caído, e não caíram naquele instante, é apenas que o tempo definido por Deus não havia chegado. Por isto está dito que ao tempo, ou quando o tempo determinado chegar, seus pés irão resvalar (escorregar). Então será permitido que caiam, como estão propensos por seu próprio peso. Deus não irá mais segurá-los nestes lugares escorregadios, mas irá deixá-los cair; e então neste exato instante, cairão em destruição; como aquele que se põe em pé em uma rampa escorregadia e inclinada, à beira de um penhasco, não pode permanecer em pé por si só; quando é solto imediatamente cai e está perdido.
O exame das palavras nas quais eu irei agora insistir é este: - "Não há nada que mantenha pecadores, em momento algum, fora do inferno, a não ser a mera graça de Deus". - Por mera graça de Deus, quero dizer sua soberana graça, sua vontade arbitrária, não se prendendo a qualquer obrigação, não impedida por nenhuma forma de dificuldade, coisa alguma mais que a possibilidade da vontade de Deus tida em seu menor grau, ou em qualquer outra consideração, qualquer que seja, nenhuma outra mão há a preservar os pecadores em momento algum. - A verdade deste exame pode aparecer através das seguintes considerações:
Não há nenhuma falta de poder em Deus para lançar pecadores ao inferno a qualquer instante. As mãos dos homens não têm forças quando Deus se levanta. O mais forte não Lhe pode resistir, nem pode escapar de suas mãos. - Ele não somente é capaz de lançar pecadores ao inferno, mas pode fazê-lo muito facilmente. Algumas vezes um príncipe terreno encontra grande dificuldade para subjugar um rebelde que tenha encontrado meios de se fortificar, e que tenha se feito forte pelo número de seus seguidores. Mas, não é assim com Deus. Não há fortaleza que sirva de defesa contra o poder de Deus. E ainda que mãos se unam a outras mãos, e vastas multidões de inimigos de Deus se combinem e se associem, eles serão facilmente feitos em pedaços. Eles são como um grande monte de finas moinhas diante de um tufão; ou grandes quantidades de restolho seco diante de chamas devoradoras. Nós achamos fácil pisar e esmagar um verme que vejamos a se arrastar pelo chão; assim também nos é fácil cortar ou queimar uma fina linha na qual alguma coisa esteja pendurada: pois é fácil assim para Deus, quando deseja, lançar seus inimigos até ao inferno. O que nós somos, para que pensemos em nos colocar contra Ele, por cuja repreensão a terra treme, e diante de quem as rochas são esmagadas?
Eles merecem ser lançados ao inferno; tanto que a divina justiça nunca se interpõe no caminho, ela não faz nenhuma objeção quanto a Deus usar seu poder no momento de destruí-los. De fato, ao contrário, a justiça clama por uma infinita punição de seus pecados. A justiça divina diz daqueles que geram tais uvas de Sodoma: "Corta o; por que ocupa ainda a terra inutilmente?" Lucas 13.7. A espada da divina justiça está neste momento brandindo sobre suas cabeças, e não há nada além da mão da soberana misericórdia, e da mera vontade de Deus, detendo-a.
Eles já estão sob uma sentença de condenação ao inferno. Eles não somente merecem, justamente, serem lançados lá, mas a sentença da lei de Deus, que é a eterna e imutável regra de justiça que Deus fixou entre Ele e a humanidade, foi contra eles, e permanece contra eles, tanto que já estão suspensos sobre o inferno. João 3:18 "Quem não crê já está condenado". Assim é que cada homem não convertido pertence ao inferno; que é seu lugar; de lá ele é. João 8:23 "Vós sois de baixo." E para lá estar, é levado; é o lugar onde a justiça, e a palavra de Deus, e a sentença da sua imutável lei serão aplicadas sobre este homem.
Eles são agora objeto daquela mesma ira e vingança de Deus, que é expressa pelos tormentos do inferno. E a razão pela qual não vão ao inferno neste mesmo instante, não é porque Deus, em poder de quem estão, não esteja neste momento grandemente irado com eles, da mesma forma como está com as muitas miseráveis criaturas que estão agora em tormentos no inferno, as quais lá sentem e suportam a fúria de sua ira. Na verdade, Deus está irado em um grau muito maior com um grande número dos que estão agora na terra; sim, e sem dúvida, com muitos que estão agora nesta congregação (os quais, é possível, estejam bem à vontade), do que está com muitos daqueles que estão agora nas chamas do inferno.
Tanto que não é porque Deus esteja desatento às suas maldades, e não se ressinta delas, que Ele não deixa sua mão baixar e cortá-los fora. Deus não é de forma alguma como eles próprios, apesar deles O imaginarem como sendo. A Ira de Deus queima contra eles, sua condenação não descansa, o abismo está preparado, o fogo está pronto, a fornalha já está quente, pronta para recebê-los; as chamas estão neste momento intensas e ardentes. A resplandecente espada está afiada, e levantada sobre eles, e o abismo tem aberto sua boca abaixo deles.
O diabo permanece pronto a cair sobre eles, e apanhá-los como seus próprios, no momento em que Deus o permitir. Eles lhe pertencem; ele tem suas almas em possessão, e sob seu domínio. As Escrituras os representam como suas posses, Lucas 11:21. Os demônios os assistem; estão sempre com eles à sua mão direita; os demônios permanecem aguardando por eles, como vorazes leões famintos que vêem sua presa, e esperam conseguí-la, mas que por enquanto são mantidos afastados. Se Deus retirasse sua mão, pela qual os demônios estão sendo contidos, eles iriam imediatamente voar sobre suas pobres almas. A antiga serpente está escancarada para eles; o inferno abre sua enorme boca para recebê-los; e se Deus assim o permitisse, seriam rapidamente engolidos e estariam perdidos.
Há nas almas dos pecadores princípios diabólicos reinando, os quais num instante queimariam e arderiam no fogo do inferno, não fosse pela restrição de Deus. Existe guardada na própria natureza do homem carnal, uma fundação para os tormentos do inferno. Existem neles princípios corrompidos, em reinante poder, e em plena possessão deles, que são as sementes do fogo do inferno. Estes princípios estão ativos e são poderosos, e extremamente violentos em sua natureza, e se não fosse pela restringente mão de Deus sobre eles, rapidamente eles se romperiam e se incendiariam, da mesma forma que estas mesmas corrupções, que o mesmo inimigo cria nos corações das almas em danação no inferno, e produziriam os mesmos tormentos que nelas produzem. As almas dos pecadores são comparadas pelas Escrituras a um mar bravo, Isaias 57:20. No momento, Deus restringe sua maldade através de seu imenso poder, como Ele faz com as furiosas ondas do mar turbulento, dizendo: "Até aqui virás, e não mais adiante"2, mas se Deus retirasse este poder restringente, ele levaria rapidamente todos consigo. O pecado é a ruína e a miséria da alma; é destrutivo em sua natureza; e se Deus o deixasse sem sua restrição, nada mais seria necessário para tornar a alma completamente miserável. A corrupção do coração do homem é sem moderação e não tem limites em sua fúria, e enquanto o pecador aqui viver, é como fogo contido pela restrição de Deus; levando-se em conta que se for deixado solto incendiará o curso da natureza e o coração será então uma fossa de pecado, assim se o pecado não fosse restringido, imediatamente transformaria a alma em um forno ardente, ou em uma fornalha de fogo e enxofre.
Não há segurança para pecadores em momento algum, ainda que não existam meios visíveis de morte à mão. Não há segurança para um homem natural, ainda que agora esteja com saúde, e que não veja de que forma possa já agora sair do mundo por causa de algum acidente, e que não haja qualquer perigo visível em nenhum aspecto de suas condições de vida. A contínua e variada experiência do mundo em todos os tempos, mostra que isto não é evidência de que um homem não esteja à beira da eternidade, ou de que o próximo passo não ocorra em outro mundo. O invisível, os imprevisíveis caminhos e meios pelos quais as pessoas vão subitamente para fora deste mundo são inumeráveis e inimagináveis. Homens inconversos andam sobre o abismo do inferno em uma cobertura podre, e há inúmeros lugares nesta cobertura tão fracos que não suportarão seu peso, e estes lugares não são visíveis. As flechas da morte voam invisíveis mesmo ao meio-dia; a vista mais aguçada não as pode discernir. Deus tem muitos e insondáveis meios de levar pecadores para fora deste mundo e enviá-los ao inferno, e não há nada que mostre isto, de modo que Deus não tem necessidade de ficar à busca de um milagre, ou de alterar o curso normal de sua providência, para destruir qualquer pecador, em um momento qualquer. Todos os meios que existem para que pecadores saiam deste mundo estão nas mãos de Deus, e estão tão universal e absolutamente sujeitos ao seu poder e determinação, que não depende de nada além da mais simples vontade de Deus, para que os pecadores sigam em um instante qualquer para o inferno, mesmo que estes meios jamais tenham sido utilizados, ou que não sejam concernentes ao caso.
A prudência e o cuidado dos homens naturais em preservar suas próprias vidas, ou o cuidado de outros em preservá-las, não lhes dá segurança em tempo algum. Disto, a divina providência e a experiência universal dão também testemunho. Há esta clara evidência de que a sabedoria própria dos homens não lhes é segurança contra a morte; porque se fosse de outra forma nós veríamos alguma diferença entre os homens sábios e políticos do mundo, e os outros, com relação à sua sujeição a uma morte prematura e inesperada: mas como é isto de fato? Eclesiastes 2:16 "E como morre o sábio, assim morre o tolo!"
Todos os esforços e a sagacidade dos pecadores, as quais usam para tentar escapar do inferno, enquanto continuam a rejeitar a Cristo, e portanto, permanecendo pecadores, não lhes garantem contra o inferno em nenhum momento. Praticamente qualquer homem natural que ouve sobre o inferno, ilude a si mesmo de que irá escapar dele; ele depende de si mesmo para sua própria segurança, e se ilude sobre o que já fez, sobre o que tem feito, ou sobre o que pretende fazer. Cada um projeta maneiras em sua própria mente sobre como evitará a danação, e se ilude achando que planejou bem para si mesmo, e que estes esquemas não irão falhar. Eles ouvem, na verdade, que há muito poucos salvos, e que grande parte dos homens que antes morreram foram para o inferno; mas, cada um imagina que projetou maneiras melhores para seu próprio escape do que os outros fizeram. Ele não tem a intenção de ir àquele lugar de tormento; diz a si mesmo, que pretende tomar um cuidado efetivo, e estabelecer fórmulas tais que ele mesmo não venha a falhar.
Mas, os tolos filhos dos homens miseravelmente se iludem a si mesmos com seus próprios esquemas, e certos de sua própria força e sabedoria, confiam em nada mais do que uma sombra. A maior parte daqueles que antes viveram sob estes mesmos meios de graça, e que agora estão mortos, foram indubitavelmente para o inferno; e isto não ocorreu porque eles não foram tão espertos quanto aqueles que agora estão vivos: não aconteceu porque eles não tenham projetado, para si mesmos, maneiras de escapar tão boas que assegurassem seu próprio escape. Se nós pudéssemos falar com eles, e inquirir deles, um por um, se eles esperavam, quando vivos, quando ouviram sobre o inferno, que em algum momento estariam sujeitos àquela miséria, sem dúvida, iríamos ouvir um por um responder: "Não, eu nunca pretendi vir para cá; eu tinha planejado as coisas de outra forma em minha mente; eu pensei que havia planejado bem para mim; - pensei que meu esquema fosse bom. Eu pretendi tomar cuidados efetivos, mas ela veio sobre mim inesperadamente; eu não a procurei naquele instante, ou daquela forma; ela veio como um ladrão: - A morte levou a melhor sobre mim. A Ira de Deus foi rápida demais para mim. Oh, minha amaldiçoada insensatez! Eu estava me iludindo e me agradando com sonhos vãos do que faria na vida futura, ao tempo em que dizia: Paz e segurança, então me sobreveio repentina destruição."
Deus não se tem colocado sob nenhuma obrigação, por qualquer promessa, a manter homens naturais fora do inferno em momento algum. Deus certamente não fez promessas seja de vida eterna, ou de qualquer livramento ou preservação da morte eterna, além das que estão contidas na aliança da graça, as promessas que são dadas em Cristo, no qual todas as promessas estão, de fato e amém. Mas, certamente não têm interesse nas promessas da aliança da graça aqueles que não são filhos da graça, aqueles que não crêem em quaisquer de suas promessas, e não têm interesse no Mediador da aliança.
Assim é que, com relação a tudo o que alguns têm imaginado e aspirado sobre promessas feitas às buscas e batidas honestas de homens naturais, é evidente e manifesto, que a despeito dos esforços que um homem natural tome em religião, a despeito das orações que faça, até o momento em que venha a crer em Cristo, Deus não está de forma alguma obrigado de protegê-lo um momento sequer da destruição eterna.
Assim é que, desta forma estão os homens naturais seguros pela mão de Deus, sobre o abismo do inferno; eles merecem o abismo de fogo, e já estão sentenciados a ele; e Deus está sendo terrivelmente provocado; sua ira é tão grande contra eles quanto para com aqueles que estão agora sofrendo as execuções da ferocidade de sua ira no inferno, e eles não tem feito nada para abrandar ou abater esta ira, nem está Deus ao menos preso por qualquer promessa a mantê-los um instante que seja; o diabo os está esperando, o inferno está escancarado para eles, as chamas juntam-se e flamejam por eles, e irão alegremente envolvê-los, e engoli-los; o fogo contido em seus próprios corações está se debatendo para sair. E eles não têm qualquer interesse em um Mediador, não há meios através dos quais alcancem o que lhes pode ser de segurança. Resumindo, eles não têm refúgio, nada que os mantenha, tudo o que os preserva em cada momento é a mera vontade arbitrária e a não pactuada, não obrigada, clemência de um Deus enfurecido.
Aplicação
O uso para este terrível tema pode ser o de despertar as pessoas não convertidas nesta congregação. Isto que vocês ouviram é o caso de cada um de vocês que não estão em Cristo. - Aquele mundo de miséria, aquele lago de enxofre incandescente, está largamente estendido abaixo de vocês. Há o horrendo abismo de chamas ardentes da Ira de Deus; há a enorme boca do inferno escancaradamente aberta; e você não tem nada para se manter acima deles, nem nada que para se segurar, não há nada entre você e o inferno além de ar; é somente o poder e a mera vontade de Deus que te mantém acima.
Você provavelmente não tem ciência disto; você se percebe sendo mantido fora do inferno, mas não vê a mão de Deus nisto; e busca outras coisas, como o bom estado de sua constituição corporal, você tem cuidado de sua própria vida, e dos meios que você usa para sua própria preservação. Mas, na verdade, estas coisas não são nada, se Deus retirar sua mão, elas não servirão para evitar a sua queda, mais do que o ar rarefeito irá segurar uma pessoa que esteja nele suspensa.
A sua fraqueza faz como se você fosse pesado como chumbo, e dirigindo-se abaixo com grande peso e pressão em direção ao inferno; e se Deus permitir que vá, você imediatamente afundará e prontamente descerá e mergulhará no abismo sem fim, e sua saudável constituição, e seu cuidado próprio e prudência, e melhor habilidade, e toda sua justiça, não terão mais influência para sustentá-lo e mantê-lo fora do inferno, do que a teia de uma aranha tem para parar uma rocha que cai. Se não fosse pela vontade soberana de Deus, a terra não te manteria um momento; porque você é um peso para ela, a criação geme por sua causa; a criação está sujeita ao laço da sua corrupção, mas não de bom grado; o sol não brilha de boa vontade sobre você para lhe dar luz para servir ao pecado e a Satanás; a terra não produz de bom grado sua produção para satisfazer suas luxúrias; nem é a boa vontade um palco para sua maldade atuar; o ar não serve de bom grado para você respirar e manter a chama da vida em seus órgãos vitais, enquanto você passa a vida a serviço dos inimigos de Deus. As criações de Deus são boas, e foram feitas para que com elas os homens servissem a Deus, e não são subservientes de boa vontade a nenhum outro propósito, e gemem quando são maltratadas em propósitos tão diretamente contrários à sua natureza e finalidade. E o mundo iria lhe vomitar, se não fosse a pela soberana mão daquele que o sujeitou em esperança. As nuvens negras da Ira de Deus estão agora pairando diretamente sobre suas cabeças, cheias de horrenda tempestade, e inchadas com trovões, e se não fosse pela restringente mão de Deus, elas iriam imediatamente romper-se sobre você. A vontade soberana de Deus, por enquanto, segura seu vento tempestuoso; caso contrário ele viria com fúria, e sua destruição seria como a de um furacão e você seria como a fina moinha trilhada no chão.
A Ira de Deus é como grandes águas que por enquanto estão represadas; ela cresce mais e mais, sobe mais e mais alto, até que uma passagem é dada; e quanto mais a corrente é interrompida, mais rápido e poderoso é o seu curso, quando por fim é liberada. É verdade, que o julgamento de suas más obras não foi executado até agora; os dilúvios da vingança de Deus têm sido retidos; mas sua culpa neste meio tempo está constantemente aumentando, e você está a cada dia entesourando mais ira; as águas estão constantemente subindo, e tornando-se mais e mais poderosas, e não há nada além da mera vontade de Deus, que segure as águas, as quais não tem boa vontade de serem paradas, e pressionam duramente para seguir adiante. Se Deus somente retirar sua mão da comporta, ela imediatamente se abrirá, e as ardentes correntes da ferocidade e da ira de Deus, irão ser impelidas à frente com inconcebível fúria, e virá sobre você com poder onipotente; e se sua força fosse dez mil vezes maior do que é, ou ainda, dez mil vezes maior que a força do mais robusto, e vigoroso demônio do inferno, nada seria para lhes resistir ou suportar.
O arco da Ira de Deus está esticado, e a flecha está pronta sobre a corda, e a justiça aponta a flecha para seu coração, e estica o arco, e não há nada além da mera vontade de Deus, e de um Deus zangado, sem qualquer promessa ou obrigação que seja, que retenha a flecha por um instante sequer de se embeber em seu sangue. Assim todos vocês que nunca passaram por uma grande mudança de coração, pelo grandioso poder do Espírito de Deus sobre suas almas; todos vocês que não nasceram de novo, e foram feitos novas criaturas, e ressuscitaram da morte em pecados, para um estado de novo, mas, antes estão inteiramente sem experiência de luz e vida, vocês estão nas mãos de um Deus irado. Por mais que vocês possam ter reformado suas vidas em muitas coisas, e possam ter tido sentimentos religiosos, e possam manter uma forma de religião em suas famílias e aposentos, e na casa de Deus, isto não é nada, mas é Sua simples vontade que impede que vocês sejam neste instante engolidos em eterna destruição. Mesmo que vocês agora possam não estar convencidos da verdade do que estão ouvindo, logo estarão plenamente convencidos disto. Aqueles que se foram estando em circunstâncias semelhantes às suas, viram que assim foi com eles; porque a destruição veio sobre a maioria deles repentinamente; quando não a esperavam, e enquanto estavam dizendo, paz e segurança: agora eles vêem, que aquelas coisas das quais dependiam para paz e segurança, não foram mais que ar rarefeito e sombras vazias.
O Deus que te segura acima do abismo do inferno, muito como alguém que segura uma aranha, ou algum inseto repugnante sobre o fogo, tem repulsa de ti, e está sendo terrivelmente provocado: sua ira contra você queima como fogo, ele olha para você merecedor de nada mais, que ser lançado no fogo, Ele tem olhos puros demais para suportar ter você em sua visão; você é dez mil vezes mais abominável aos olhos Dele, que a mais detestável serpente venenosa é aos seus. Você O tem ofendido infinitamente mais que um obstinado rebelde a seu príncipe; e ainda assim é nada além que sua mão o que evita que você a cada momento caia no fogo. E não há outra razão a ser dada, por você não ter ido para o inferno na noite passada; que você tenha sido forçado a acordar novamente neste mundo, depois que você fechou os olhos para dormir. Não há outra razão a ser dada, por você não ter sido lançado no inferno desde a hora em que você se levantou de manhã, além da mão de Deus ter te segurado. Não há outra razão a ser dada para você não ter ido para o inferno, desde que você se sentou aqui na casa de Deus, provocando seus puros olhos com a sua perniciosa e pecaminosa maneira de comparecer ao seu culto solene. Sim, não há nada que seja dado como uma razão para que você não caia neste exato momento no inferno.
Ó pecador! Considere o temível perigo em que você se encontra: é uma grande fornalha de ira, um enorme abismo sem fundo, cheio do fogo da ira, sobre o que você está mantido pela mão daquele Deus, cuja ira é provocada e inflamada desta tal forma contra você, como contra tantos dos amaldiçoados no inferno. Você está pendurado por uma fina linha, com as chamas da ira divina rompendo por ela, e prontas a cada instante a chamuscá-la, e queimá-la fazendo-a em pedaços; e você não tem qualquer interesse no Mediador, e em nada em que se segurar para se salvar, nada para afastar as chamas da ira; nada de você mesmo, nada do que você tenha feito, nada do que você possa fazer, para induzir Deus a poupá-lo por um instante a mais. - E considere aqui mais particularmente:
De quem a ira é: é a ira do Deus infinito. Se ela fosse somente a ira do homem, ainda que fosse do mais poderoso príncipe, ela seria comparativamente muito pequena para ser levada em consideração. A ira dos reis é muito temível, especialmente dos monarcas absolutistas, que têm as possessões e as vidas de seus súditos inteiramente em seu poder, à disposição de suas mera vontade. Provérbios 20:2 "Como o rugido do leão é o terror do rei; o que o provoca à ira peca contra a sua própria alma." O súdito que muito enfurece um arbitrário príncipe, está sujeito a sofrer os mais extremos tormentos que a arte humana é capaz de inventar, ou que o poder humano é capaz de infligir. Mas, os grandes potentados terrenos em suas grandiosas majestades e força, e quando equipados de seus maiores terrores, não são mais que fracos e desprezíveis vermes na areia, em comparação com o grande e Todo-Poderoso Criador e Rei do céu e da terra. É muito pouco o que podem fazer, quando muito enfurecidos, e quando têm mostrado o máximo de sua fúria. Todos os reis da terra, diante de Deus, são como gafanhotos; não são nada, e menos que nada: seu amor e seu ódio são para ser desprezados. A ira do grande Rei dos reis, é muito mais terrível que a deles, do mesmo modo que sua majestade é maior. Lucas 12:4-5 "E digo-vos, amigos meus: Não temais os que matam o corpo e, depois, não têm mais que fazer. Mas eu vos mostrarei a quem deveis temer; temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno; sim, vos digo, a esse temei."
É à ferocidade de sua ira que você está exposto. Nós freqüentemente lemos sobre a fúria de Deus; como em Isaías 59:18 "Conforme forem as obras deles, assim será a sua retribuição, furor aos seus adversários." Assim também Isaías 66:15 "Porque, eis que o SENHOR virá com fogo; e os seus carros como um torvelinho; para tornar a sua ira em furor, e a sua repreensão em chamas de fogo." E em muitos outros lugares. Assim em Apocalipse 19:15, nós lemos sobre "o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso." As palavras são extremamente terríveis. Se estivesse somente sendo dito, "a Ira de Deus", as palavras implicariam o que é infinitamente terrível; mas está dito "o furor e a ira do Deus Todo-Poderoso." A fúria de Deus! A ferocidade de Jeová! Oh, quão terrível ela será! Quem pode exprimir ou conceber o que estas expressões carregam em si! Mas, é também "o furor e a ira do Deus Todo-Poderoso." Como tal haverá uma grande manifestação de seu onipotente poder através do qual o furor de sua ira será infligido, desta forma a onipotência será como se estivesse enfurecida, e manifesta, de um modo que os homens não costumam manifestar sua força e o furor de sua ira. Oh! Então, qual não será a conseqüência! O que acontecerá aos pobres vermes que a sofrerão! As mãos de quem poderão ser fortes? E o coração de quem poderá subsistirá? Em que terrível, inexprimível, inconcebível profundidade de miséria será a pobre criatura mergulhada, aqueles que estarão sujeitos a isto!
Considere isto, você que está aqui presente, e que ainda permanece em um estado de não regeneração: Que Deus executar a ferocidade de sua raiva, implica, que ele infligirá ira sem qualquer piedade. Quando Deus olha para o indescritível extremo de seu caso, Ele vê seu tormento ser tão grandemente desproporcional à sua força, e vê como sua pobre alma está oprimida, e afunda, como se estivesse em uma infinita escuridão; mas, não terá compaixão de você, Ele não irá reprimir as execuções de sua ira, ou mesmo tornará sua mão mais leve; não haverá moderação ou misericórdia, nem reterá Deus de forma alguma seu vento impetuoso; Ele não terá preocupação com seu bem-estar, nem tampouco será cuidadoso de qualquer outro modo a fim de que você não sofra, exceto tão somente que você não sofrerá além do que a estrita justiça requer. Nada será contido, já que é dificílimo para você suportar. Ezequiel 8:18 "Por isso também eu os tratarei com furor; o meu olho não poupará, nem terei piedade; ainda que me gritem aos ouvidos com grande voz, contudo não os ouvirei." Agora Deus está pronto a perdoá-lo; este é um dia de misericórdia, você pode clamar agora com algum alento de obter misericórdia. Mas, uma vez que o dia da misericórdia tenha passado, seu mais lastimoso e doloroso choro e grito será em vão; você estará completamente perdido e posto longe de Deus, assim como qualquer preocupação para com o seu bem-estar. Deus não terá outra forma de tratá-lo, senão em miserável sofrimento, você continuará a existir sem nenhuma outra finalidade; porque você será um vaso de ira cheio de destruição; e não haverá outro uso para este vaso, além de estar cheio de ira. Deus estará tão distante de perdoá-lo quando você clamar por Ele, que está dito que Ele irá somente "rir e zombar", Provérbios 1:25-26 ss.
Quão terríveis são estas palavras, em Isaías 63:3, as quais são palavras do grande Deus: "e os pisei na minha ira, e os esmaguei no meu furor; e o seu sangue salpicou as minhas vestes, e manchei toda a minha vestidura." Talvez seja impossível conceber palavras que carreguem em si maiores manifestações destas três coisas, quais sejam, o desprezo, e o ódio, e o furor da indignação. Se você clamar ao Senhor que o perdoe, Ele estará tão distante de perdoá-lo em seu caso sombrio, ou de mostrar-lhe ao menos consideração ou favor, que ao invés disto, irá somente esmagá-lo sob o pé. E ainda que Ele saiba que você não pode suportar o peso da onipotência lhe pisando, ainda assim Ele não terá qualquer consideração, mas irá esmagá-lo sob seu pé sem misericórdia. Ele irá espremer o seu sangue, e irá fazê-lo saltar, e salpicará suas vestes, e manchará toda a sua vestidura. Ele irá não somente odiá-lo, mas terá você, no mais profundo desprezo; nenhum outro lugar será cogitado para você estar, a não ser debaixo de seu pé, para ser pisado como a lama das ruas.
A miséria a que você está exposto é aquela que Deus irá infligir até este fim, uma vez que Ele deve mostrar o que é a ira de Jeová. Deus tem tido isto em seu coração para mostrar aos anjos e aos homens, tanto quão excelente é seu amor, quanto quão terrível é sua ira. Algumas vezes reis terrenos tem uma idéia para mostrar quão terrível é sua ira, através de punições extremas eles executarão aqueles que os provocarem. Nabucodonosor, aquele poderoso e orgulhoso monarca do império Caudeu, estava disposto a mostrar sua ira quando se enfureceu contra Sadraque, Mesaque e Abednego, e desta forma deu ordens para que a queima do fogo da fornalha fosse aquecida sete vezes mais que antes; sem dúvida, ela foi aumentada ao maior grau de violência a que a arte humana poderia aumentá-la. Não obstante, o grande Deus está também desejoso de mostrar sua ira, e de magnificar sua tremenda majestade e grandioso poder em sofrimentos extremos aos seus inimigos. Romanos 9:22 "E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição?" E vendo isto em seu projeto, e o que havia determinado, ainda para mostrar quão terríveis são a irrestrita ira, a fúria e a ferocidade de Jeová, Ele levará isto a cabo. Será algo efetuado e causado que será horrível para quem o testemunhar. Quando o grande e irado Deus se levanta e executa sua terrível vingança sobre o infeliz pecador, e o miserável está verdadeiramente sofrendo o infinito peso e o poder de sua indignação, então Deus irá evocar todo o universo a ver quão tremenda majestade e grandioso poder pode nisto ser visto. Isaías 33:12-14 ss "E os povos serão como as queimas de cal; como espinhos cortados arderão no fogo. Ouvi, vós os que estais longe, o que tenho feito; e vós que estais vizinhos, conhecei o meu poder. Os pecadores de Sião se assombraram, o tremor surpreendeu os hipócritas. Quem dentre nós habitará com o fogo consumidor? Quem dentre nós habitará com as labaredas eternas?"
Deste modo, estas coisas acontecerão com você que está em um estado de não conversão, se continuar nele; o infinito poder, e a majestade, e o terror do onipotente Deus serão magnificados sobre você, na indescritível força de seus tormentos. Você será atormentado na presença dos santos anjos, e na presença do Cordeiro; e quando você estiver neste estado de sofrimento, os gloriosos habitantes do céu virão adiante e verão o terrível espetáculo, porque poderão ver o que é ira e o furor do Todo-Poderoso; e quando eles tiverem visto, irão se prostrar e adorar aquele grande poder e majestade. Isaías 66:23-24 "E será que desde uma lua nova até à outra, e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o SENHOR. E sairão, e verão os cadáveres dos homens que prevaricaram contra mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e serão um horror a toda a carne."
É uma ira eterna. Já seria horrível sofrer esta fúria e ira do Deus Todo-Poderoso por um momento, mas, você a sofrerá por toda a eternidade. Não haverá fim para esta extraordinariamente horrível miséria. Quando você olhar para frente, verá um longo futuro, uma continuação sem fim diante de você, que irá engolir seus pensamentos, e assombrar sua alma; e você se desesperará completamente por ter apenas por um momento algum livramento, algum fim, algum alívio, um descanso qualquer. Você terá plena consciência de que irá se desgastar por longos séculos, milhões e milhões de séculos, lutando e combatendo contra esta vingança onipotente e sem misericórdia; e então quando você estiver assim, quando tantos séculos tenham realmente sido gastos por você desta forma, você saberá que tudo isto é somente um ponto comparado com o que ainda falta. Posto que sua punição será na verdade infinita. Oh, quem pode expressar qual é o estado de uma alma em tais circunstâncias! Tudo que nós possivelmente possamos dizer sobre este assunto, daria apenas uma representação muito fraca e débil; ele é inexprimível e inconcebível: Pois "quem conhece o poder da Ira de Deus?"
Quão horrível é o estado daqueles que estão diariamente e de hora em hora em risco de sofrer esta grande ira e infinita miséria! E este é o sombrio caso de cada alma nesta congregação que não tenha nascido de novo, mesmo que de outro modo possam ser morais e retos, sóbrios e religiosos. Oh, que você considere isto, seja você jovem ou velho! Há razão para pensar, que há muitos agora nesta congregação ouvindo este discurso, que serão realmente os objetos desta mesma miséria por toda a eternidade. Nós não sabemos quem são, ou em quais assentos estão assentados, ou que pensamentos têm agora. Pode ser que agora estejam despreocupados, e ouçam todas estas coisas sem muita perturbação, e que estejam agora se agradando supondo que não são estas pessoas, e prometendo a si mesmos que irão escapar. Se você soubesse que havia uma pessoa, e apenas uma, em toda a congregação, que estava para ser objeto desta miséria, que coisa terrível seria pensar sobre isto! Se nós soubéssemos quem ela é, que horrível visão seria ver tal pessoa! Como poderia todo o resto da congregação se levantar e lastimosa e amargamente chorar sobre ele! Mas, ai meu Deus! Ao invés de um, quantos provavelmente irão se lembrar deste discurso no inferno? E seria um milagre, se alguns dos que agora estão presentes, não estejam no inferno em pouco tempo, mesmo antes de este ano acabar. E não seria milagre algum se algumas pessoas, das que estão agora sentadas aqui, em alguns dos assentos deste local de reunião, com saúde, quietos e seguros, estejam lá antes de amanhã de manhã. Aqueles de vocês que finalmente continuarem em uma condição natural, que os mantenha fora do inferno por mais um pouco, logo estarão lá! Sua danação não descansa; ela virá rapidamente, e, com toda probabilidade, muito repentinamente sobre muitos de vocês. Vocês têm razão para se admirarem por já não estarem no inferno. Este é sem dúvida o caso de alguns que vocês têm visto e conhecido, que nunca mereceram o inferno mais que vocês, e que antes davam a impressão de que provavelmente estariam agora vivos como vocês. O caso deles está além de qualquer esperança; eles estão clamando em extrema miséria e perfeito desespero; mas, aqui vocês estão na terra dos viventes e na casa de Deus, e têm uma oportunidade de obter salvação. O que não dariam aquelas pobres almas condenadas e sem esperança por um dia de oportunidade como o que vocês estão agora desfrutando!
E agora você tem uma extraordinária oportunidade, um dia no qual Cristo abriu largamente a porta da misericórdia, e permanece chamando e clamando com grande voz pelos pobres pecadores; um dia no qual muitos estão reunindo-se a Ele, e apressando-se ao reino de Deus. Muitos estão diariamente vindo do leste, oeste, norte e sul; muitos que estavam até muito recentemente na mesma condição miserável em que você está, e que agora estão em um estado de alegria, com seus corações cheios com amor por aquele que os amou, e os lavou de seus pecados em seu próprio sangue, e jubilosos de esperança pela glória de Deus. Quão terrível é ser deixado para trás em tal dia! Ver tantos outros festejando, enquanto você está definhando e perecendo! Ver tantos jubilosos e cantando pela alegria no coração, enquanto você tem motivos para prantear pela culpa do coração, e urra pela vexação do espírito! Como você pode descansar um momento sequer em tal condição? Não são suas almas tão preciosas quanto as almas das pessoas de Suffield3, onde estão dia a dia se unindo a Cristo?
Não há muitos aqui que tenham vivido muito tempo no mundo, e que não tenham até hoje nascido de novo? E portanto, são estrangeiros na comunidade de Israel, e não têm feito nada durante a vida, além de entesourar ira para o dia da ira? Oh, senhores, seu caso, de uma forma especial, é extremamente perigoso. Sua culpa e dureza de coração são enormes. Vocês não vêem quão comumente pessoas da sua idade passam e se vão, na presente notável e maravilhosa dispensação da misericórdia de Deus? Vocês têm necessidade de considerarem a si mesmos, e acordarem inteiramente deste sono. Vocês não podem suportar a fúria e a ira do Deus infinito. - E vocês, homens jovens, e jovens mulheres, irão negligenciar este precioso momento que vocês estão desfrutando agora, quando tantos outros de sua idade estão renunciando às futilidades da mocidade, e se unindo a Cristo? Vocês especialmente têm agora uma extraordinária oportunidade; mas se vocês a negligenciarem, logo acontecerá com vocês como com aquelas pessoas que gastam todos os preciosos dias da juventude em pecado, e estão agora chegando a esta horrível condição em cegueira e dureza. - E vocês, jovenzinhos, que não são convertidos, não sabem que vocês estão indo para o inferno, para suportar a terrível ira daquele Deus, que está agora zangado com vocês cada dia e cada noite? Vocês estarão contentes por serem jovenzinhos do diabo, quando tantos outros jovenzinhos na terra são convertidos, e se tornaram santos e alegres filhos do Rei dos reis?
E permita que cada um que ainda está sem Cristo, e pendurado sobre o abismo do inferno, sejam eles homens ou mulheres de avançada idade, ou de meia idade, ou jovens, ou ainda crianças, ouça agora com muita atenção aos altos clamores da palavra e da providência de Deus. Este ano aceitável do Senhor, um dia de tão grandes bênçãos a alguns, será sem dúvida um dia de notável vingança para outros. A dureza do coração dos homens, e suas culpas aumentam a passo largo em um dia como este, se negligenciam suas almas; e nunca houve tão grande perigo para estas pessoas que cedem à dureza do coração e à cegueira da mente. Deus agora parece estar apressadamente recolhendo seus eleitos em todas as partes da terra; e provavelmente a maior parte dos adultos que nunca serão salvos, será agora levada em pouco tempo, e que isto será como foi a grande expansão do Espírito sobre os judeus nos dias dos apóstolos; os eleitos irão obter, e o restante terá os olhos tapados. Se este for o seu caso, você amaldiçoará eternamente este dia, e amaldiçoará o dia em que nasceu, por ver tal período de expansão do Espírito de Deus, e desejaria que houvesse morrido e ido para o inferno antes de ter visto isto. Agora indubitavelmente está o machado, como esteve nos dias de João o Batista, colocado de forma extraordinária nas raízes das árvores, e cada árvore que não produzir bons frutos, poderá ser derrubada e lançada ao fogo.
Contudo, permita que cada um que está sem Cristo, acorde agora e afaste-se da ira que virá. A Ira do Deus Todo-Poderoso está, neste momento, sem dúvida pendendo sobre grande parte desta congregação: Permita que cada um se afaste de Sodoma: "Apressem-se e escapem por suas vidas; não olhem para trás; escapem lá para o monte, para que não sejam consumidos."
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
BATISMO - IGREJA NO TANCREDO NEVES
"ROSÂNGELA E ROSA"
...ainda mais quando se sabe que uma alma vale mais que o mundo inteiro.



Glórias ao Senhor dos Exércitos. Duas preciosas irmãs em Cristo Jesus tomaram a maior decisão de suas vidas: desceram às águas em cumprimento a Palavra de Deus que diz: "...quem crer e for batizado será salvo, quem não crê será condenado". Sejam bem vindas a familia de Jesus Cristo. terça-feira, 29 de dezembro de 2009
"POIS CONTRA A IGREJA NÃO VALE ENCANTAMENTO"
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| Pastor Hélder Teixeira |
Todas as afirmações que fazemos tem que estar fundamentado na Palavra de Deus sob pena de ser considerado uma heresia. A Bíblia afirma que a única maneira do homem ser abençoado é fazendo a vontade do Senhor. Não adianta alguém orar, profetizar, fazer promessas, pois as bençãos do Senhor é condicionada, estritamente, a obediência, conforme Deuteronômio 28.
Jesus certa vez disse a Simão: "Simão tu és petros (pedra pequena), mas sobre está petra (rocha, que é Jesus), edificarei a minha Igreja. Jesus disse naquela ocasião que as portas do inferno não iriam prevalecer contra a Igreja. Em momento algum ele afirmou que as portas do inferno não iria prevalecer contra pessoas individuais, mas, sim contra a Igreja. Todos aqueles que não fazem parte da igreja de Cristo, que insistem em viver sob rebeldia, não estão de debaixo dessa promessa. E se não estivermos debaixo da promessa, podemos ser facilmente atingido por qualquer seta que voe a meio dia, podemos ser alvejado a qualquer instante pelo Diabo e seus demônios. Balaão compreendia claramente essa verdade que está no Livro de Números 23, 23 que diz: ... contra Jacó não vale encantamento", se você nos dias de hoje, ele diria - contra a Igreja não há encantamento - no entanto, contra os moabitas, amonitas, sim, pra esses vale o encantamento.
A promessa diz respeito a Igreja, assim como no passado valeu para Israel. Portanto, se não faço parte da noiva, isto é, da Igreja, por conseguinte, estou fora da promessa. Temos que congregar, precisamos estar ligado a uma Igreja, debaixo de autoridades espirituais constituídas por Deus. Lembrando que Igreja são todos aqueles que lutam contra o pecado e procuram obedecer a vontade de Deus, crendo em Jesus Cristo como Senhor e submetendo à sua Palavra. Entretanto, aqueles que frequentam a Igreja, mas insistem em viver no pecado, viver em rebeldia, se levantando contra pastores, maldizendo-os, difamando-os, esses, não fazem parte da noiva de Cristo, pois diz a Palavra que a Igreja santa e imaculada, subirá e encontrará o noivo, Jesus Cristo, nos ares, quando Ele voltar, quando do arrebatamento. Jesus disse: quer vir após mim? tome a tua cruz, negue a si mesmo e siga-me. A minha vontade de homem não importa mais e sim a vontade de Deus. Muitos tem a vontade, mas não aprenderam a negar a si mesmo e estão debaixo de maldição. A minha vontade tem que submeter a vontade de Deus. Obedeça a Deus, através de sua Palavra e sê tu uma benção.
Jesus certa vez disse a Simão: "Simão tu és petros (pedra pequena), mas sobre está petra (rocha, que é Jesus), edificarei a minha Igreja. Jesus disse naquela ocasião que as portas do inferno não iriam prevalecer contra a Igreja. Em momento algum ele afirmou que as portas do inferno não iria prevalecer contra pessoas individuais, mas, sim contra a Igreja. Todos aqueles que não fazem parte da igreja de Cristo, que insistem em viver sob rebeldia, não estão de debaixo dessa promessa. E se não estivermos debaixo da promessa, podemos ser facilmente atingido por qualquer seta que voe a meio dia, podemos ser alvejado a qualquer instante pelo Diabo e seus demônios. Balaão compreendia claramente essa verdade que está no Livro de Números 23, 23 que diz: ... contra Jacó não vale encantamento", se você nos dias de hoje, ele diria - contra a Igreja não há encantamento - no entanto, contra os moabitas, amonitas, sim, pra esses vale o encantamento.
A promessa diz respeito a Igreja, assim como no passado valeu para Israel. Portanto, se não faço parte da noiva, isto é, da Igreja, por conseguinte, estou fora da promessa. Temos que congregar, precisamos estar ligado a uma Igreja, debaixo de autoridades espirituais constituídas por Deus. Lembrando que Igreja são todos aqueles que lutam contra o pecado e procuram obedecer a vontade de Deus, crendo em Jesus Cristo como Senhor e submetendo à sua Palavra. Entretanto, aqueles que frequentam a Igreja, mas insistem em viver no pecado, viver em rebeldia, se levantando contra pastores, maldizendo-os, difamando-os, esses, não fazem parte da noiva de Cristo, pois diz a Palavra que a Igreja santa e imaculada, subirá e encontrará o noivo, Jesus Cristo, nos ares, quando Ele voltar, quando do arrebatamento. Jesus disse: quer vir após mim? tome a tua cruz, negue a si mesmo e siga-me. A minha vontade de homem não importa mais e sim a vontade de Deus. Muitos tem a vontade, mas não aprenderam a negar a si mesmo e estão debaixo de maldição. A minha vontade tem que submeter a vontade de Deus. Obedeça a Deus, através de sua Palavra e sê tu uma benção.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
A REBELIÃO DA CORÁ
A REBELIÃO DE CORÁ "Ai deles! Porque entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de Corá." (Judas, 11) No capítulo 16 de Números lemos a respeito da contradição, ou rebelião, promovida por um levita, Corá. Bisneto de Levi, ele sem dúvida tinha muita influência e autoridade, pois conseguiu reunir atrás de si duzentos e cinqüenta homens de renome, líderes do povo. Inflado pela sua posição, Corá promoveu uma demonstração de força diante de Moisés e Arão a fim de arrancar-lhes a autoridade, exclamando que Moisés e Arão se exaltavam indevidamente sobre o povo, onde todos deviam ser iguais. Com seus comparsas, Datã e Abirão, ele instigou o povo à revolta, alegando ainda que Moisés e Arão haviam feito Israel subir de “uma terra que mana leite e mel” (o Egito) para fazê-los morrer no deserto e ainda por cima queriam fazer-se príncipes entre eles! Tudo era mentira, sem qualquer fundamento.
Moisés não havia assumido a liderança por vontade própria, tendo relutado muito antes de aceitar a missão que o Senhor lhe confiara, e Arão foi também nomeado pelo Senhor porque Moisés queria alguém que o ajudasse. O povo já teria entrado na terra de Canaã não fosse a sua incredulidade. Se tivesse seguido ao mando de Moisés, já estaria desfrutando da verdadeira terra que “mana leite e mel”, que não era o Egito onde era escravizado. Moisés nada queria para si, ao contrário de Corá, que provocou esta rebelião por inveja. O Senhor havia definido a posição e o ministério de cada um, inclusive o de Corá, um coatita (Êxodo 6:16-18; Números 3:17-28-29-31; 4:36; 26:57-62). Moisés, em sua mansidão, não retrucou, nem procurou defender sua posição. Com toda humildade ele propôs deixar para que o Senhor indicasse quem era o santo da Sua escolha, ou seja, o homem que Deus havia separado para Si para esse fim. É Deus quem faz a escolha e dá competência aos Seus servos para o desempenho de serviços específicos. Moisés sabia o que os havia motivado - embora já tendo um cargo importante no Tabernáculo, eles queriam a liderança exercendo o sacerdócio. Moisés os repreendeu por isso e lembrou-os que estavam agindo contra o Senhor. Datã e Abirão não quiseram cooperar neste teste e fizeram acusações maliciosas contra Moisés e Arão. Moisés desta vez irou-se com tamanha injustiça e declarou diante de Deus a sua inocência. O juízo do Senhor veio, severo e rápido. Não fosse pela intercessão de Moisés e Arão, Ele teria consumido a congregação toda. Os rebeldes principais, Corá, Datã e Abirão foram castigados de maneira notável, seus propósitos eram de separar o povo, o Senhor os separou do povo e depois separou o solo debaixo deles para que fossem tragados, com as suas famílias e os seus bens. “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7). É abominável para um homem ou um grupo revoltar-se contra a ordem que Deus estabeleceu, e introduzir algo para dividir o Seu povo. O caminho para a rebeldia começa com a falta de contentamento e, do ceticismo gerado, passa para as reclamações contra as circunstâncias e contra aquilo que Deus tem estabelecido, depois adquire amargura e ressentimento, seguidos finalmente por rebelião e hostilidade. Vigiemos se estivermos descontentes, céticos, inclinados a reclamar ou a ficar ressentidos. Estas atitudes nos levarão à rebeldia contra Deus e as conseqüências serão sérias para nós, como foi para aquele povo. Quando irmãos na fé se reúnem em nome de Cristo numa localidade, regularmente, aceitando o senhorio do Senhor Jesus e reconhecendo o controle do Espírito Santo, submetendo-se incondicionalmente à autoridade única e exclusiva da Palavra de Deus contida na Bíblia, forma-se uma Igreja de Deus. Suas funções principais são adoração, louvor, ações de graça, Ceia do Senhor, orações, súplicas, intercessões, comunicação e ministério (Hebreus 13:15-16, 1 Timóteo 2:1-2; Atos 20:7). Não temos ensino ou exemplo na Bíblia que aprove alguma interferência ou jurisdição sobre a Igreja por parte de outra, muito menos ainda por parte de uma pessoa ou grupo de pessoas que a ela não pertença. Embora não muito distantes entre si, as sete igrejas do Apocalipse eram muito diferentes, no entanto o Senhor não instruiu que houvesse interferência entre elas, ou que alguma fosse “excomungada” pelas outras por causa do seu estado. Sempre que uma igreja se forma com esta base, Deus lhe concede dons espirituais suficientes para a edificação dos seus membros, que incluem aqueles necessários para a sua liderança e administração (1Coríntios 12). Os líderes responsáveis pela direção da igreja, conhecidos como apóstolos, pastores, evangelistas, anciãos, presbíteros ou bispos, são chamados a esse trabalho pelo Senhor, nunca são eleitos pelo rebanho (1 Coríntios 12:6-11). É o Espírito Santo que liga os seus membros, para que cada um faça a sua parte conforme lhe é concedido. O novo nascimento deve ser a experiência de todo o crente que é membro da igreja, mas a condição espiritual, sabedoria e habilidade de cada um varia muito. Os líderes da igreja aprovados por Deus serão reconhecidos pela sua maturidade espiritual, sua sabedoria no ensino e no pastoreio, e na sua dedicação ao trabalho. As qualidades básicas são encontradas nas cartas de Paulo a Timóteo e a Tito (1 Timóteo 3:1-8 e Tito 1:5-20). A integridade de caráter é essencial. Referindo-se ao sumo sacerdote, a Bíblia diz: “Ninguém toma esta honra para si mesmo, senão quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão” (Hebreus 5:4). Assim também os servos de Deus são escolhidos por Ele, e nunca devemos procurar impor nossa vontade sem a Sua autoridade. O Novo Testamento nos ensina a reconhecer os dons de ministério (1 Coríntios 12:4-31; Efésios 4:8,11,12), os Apóstolos, Pastores, Profetas, Evangelistas, Doutores e Mestres (anciãos, presbíteros, bispos) e os servos (diáconos) (1 Timóteo 3:1-13; Tito 1:5-9). Ainda hoje, vemos igrejas sendo perturbadas pela inveja e ambição de alguns dos seus membros, que vaidosamente querem uma posição destacada, sem reconhecer que Deus não os quer lá, pois lhes faltam caráter e os dons ou talentos necessários. Isto resulta em rebelião contra sua liderança e mesmo na divisão da igreja, estilo Corá. Somos instruídos a nos revestir de humildade e mansidão (Colossenses 3:12), pois toda a autoridade na igreja vem de Deus. É da responsabilidade dos membros da igreja para com seus Pastores: orar por eles, reconhecer os seus trabalhos, obedecê-los, estimá-los, honrá-los, apoiá-los financeiramente e confiar neles. Pela sua atuação o Pastor prestará contas a Deus (Hebreus 13:17), não ao rebanho. Nenhuma acusação contra Pastor deverá ser aceita se não houver duas ou três testemunhas (1 Timóteo 5:19). Cuidemos para não perecermos na rebelião de Corá!
Moisés não havia assumido a liderança por vontade própria, tendo relutado muito antes de aceitar a missão que o Senhor lhe confiara, e Arão foi também nomeado pelo Senhor porque Moisés queria alguém que o ajudasse. O povo já teria entrado na terra de Canaã não fosse a sua incredulidade. Se tivesse seguido ao mando de Moisés, já estaria desfrutando da verdadeira terra que “mana leite e mel”, que não era o Egito onde era escravizado. Moisés nada queria para si, ao contrário de Corá, que provocou esta rebelião por inveja. O Senhor havia definido a posição e o ministério de cada um, inclusive o de Corá, um coatita (Êxodo 6:16-18; Números 3:17-28-29-31; 4:36; 26:57-62). Moisés, em sua mansidão, não retrucou, nem procurou defender sua posição. Com toda humildade ele propôs deixar para que o Senhor indicasse quem era o santo da Sua escolha, ou seja, o homem que Deus havia separado para Si para esse fim. É Deus quem faz a escolha e dá competência aos Seus servos para o desempenho de serviços específicos. Moisés sabia o que os havia motivado - embora já tendo um cargo importante no Tabernáculo, eles queriam a liderança exercendo o sacerdócio. Moisés os repreendeu por isso e lembrou-os que estavam agindo contra o Senhor. Datã e Abirão não quiseram cooperar neste teste e fizeram acusações maliciosas contra Moisés e Arão. Moisés desta vez irou-se com tamanha injustiça e declarou diante de Deus a sua inocência. O juízo do Senhor veio, severo e rápido. Não fosse pela intercessão de Moisés e Arão, Ele teria consumido a congregação toda. Os rebeldes principais, Corá, Datã e Abirão foram castigados de maneira notável, seus propósitos eram de separar o povo, o Senhor os separou do povo e depois separou o solo debaixo deles para que fossem tragados, com as suas famílias e os seus bens. “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7). É abominável para um homem ou um grupo revoltar-se contra a ordem que Deus estabeleceu, e introduzir algo para dividir o Seu povo. O caminho para a rebeldia começa com a falta de contentamento e, do ceticismo gerado, passa para as reclamações contra as circunstâncias e contra aquilo que Deus tem estabelecido, depois adquire amargura e ressentimento, seguidos finalmente por rebelião e hostilidade. Vigiemos se estivermos descontentes, céticos, inclinados a reclamar ou a ficar ressentidos. Estas atitudes nos levarão à rebeldia contra Deus e as conseqüências serão sérias para nós, como foi para aquele povo. Quando irmãos na fé se reúnem em nome de Cristo numa localidade, regularmente, aceitando o senhorio do Senhor Jesus e reconhecendo o controle do Espírito Santo, submetendo-se incondicionalmente à autoridade única e exclusiva da Palavra de Deus contida na Bíblia, forma-se uma Igreja de Deus. Suas funções principais são adoração, louvor, ações de graça, Ceia do Senhor, orações, súplicas, intercessões, comunicação e ministério (Hebreus 13:15-16, 1 Timóteo 2:1-2; Atos 20:7). Não temos ensino ou exemplo na Bíblia que aprove alguma interferência ou jurisdição sobre a Igreja por parte de outra, muito menos ainda por parte de uma pessoa ou grupo de pessoas que a ela não pertença. Embora não muito distantes entre si, as sete igrejas do Apocalipse eram muito diferentes, no entanto o Senhor não instruiu que houvesse interferência entre elas, ou que alguma fosse “excomungada” pelas outras por causa do seu estado. Sempre que uma igreja se forma com esta base, Deus lhe concede dons espirituais suficientes para a edificação dos seus membros, que incluem aqueles necessários para a sua liderança e administração (1Coríntios 12). Os líderes responsáveis pela direção da igreja, conhecidos como apóstolos, pastores, evangelistas, anciãos, presbíteros ou bispos, são chamados a esse trabalho pelo Senhor, nunca são eleitos pelo rebanho (1 Coríntios 12:6-11). É o Espírito Santo que liga os seus membros, para que cada um faça a sua parte conforme lhe é concedido. O novo nascimento deve ser a experiência de todo o crente que é membro da igreja, mas a condição espiritual, sabedoria e habilidade de cada um varia muito. Os líderes da igreja aprovados por Deus serão reconhecidos pela sua maturidade espiritual, sua sabedoria no ensino e no pastoreio, e na sua dedicação ao trabalho. As qualidades básicas são encontradas nas cartas de Paulo a Timóteo e a Tito (1 Timóteo 3:1-8 e Tito 1:5-20). A integridade de caráter é essencial. Referindo-se ao sumo sacerdote, a Bíblia diz: “Ninguém toma esta honra para si mesmo, senão quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão” (Hebreus 5:4). Assim também os servos de Deus são escolhidos por Ele, e nunca devemos procurar impor nossa vontade sem a Sua autoridade. O Novo Testamento nos ensina a reconhecer os dons de ministério (1 Coríntios 12:4-31; Efésios 4:8,11,12), os Apóstolos, Pastores, Profetas, Evangelistas, Doutores e Mestres (anciãos, presbíteros, bispos) e os servos (diáconos) (1 Timóteo 3:1-13; Tito 1:5-9). Ainda hoje, vemos igrejas sendo perturbadas pela inveja e ambição de alguns dos seus membros, que vaidosamente querem uma posição destacada, sem reconhecer que Deus não os quer lá, pois lhes faltam caráter e os dons ou talentos necessários. Isto resulta em rebelião contra sua liderança e mesmo na divisão da igreja, estilo Corá. Somos instruídos a nos revestir de humildade e mansidão (Colossenses 3:12), pois toda a autoridade na igreja vem de Deus. É da responsabilidade dos membros da igreja para com seus Pastores: orar por eles, reconhecer os seus trabalhos, obedecê-los, estimá-los, honrá-los, apoiá-los financeiramente e confiar neles. Pela sua atuação o Pastor prestará contas a Deus (Hebreus 13:17), não ao rebanho. Nenhuma acusação contra Pastor deverá ser aceita se não houver duas ou três testemunhas (1 Timóteo 5:19). Cuidemos para não perecermos na rebelião de Corá!
A ATUAÇÃO DO ESPIRITO DE REBELIÃO NA IGREJA
A Bíblia Sagrada relata um fato ocorrido no Livro de Números, Capítulo 16, aonde alguns homens tomado por um espirito de rebelião se levantaram contra as autoridades espirituais, Moisés e Arão, para afrontá-los. É uma história triste, por que as atitudes desses homens trouxeram problemas não somente para eles, mas, também, para suas famílias. A ação dos rebeldes foi destronada pelo próprio Deus, fazendo com que a terra os consumisse. O espirito de rebeldia tem agido dentro das igrejas, da mesma maneira que outrora. A diferença é que os rebeldes agem, simplesmente, por que, apesar de frequentar uma igreja, ser chamado de crente, ainda não foi liberto da ação de demônios. Eles não aceitam submeter a nenhuma autoridade, pois julgam superiores aos demais membros do corpo. O rebelde tem vida curta, pois, dentre as atitudes de homens cuja vida foi reprovada por Deus, o espirito de rebeldia, alcança lugar de destaque. Satanás caiu, dentre os vários motivos, não devemos esquecer de seu levante contra o Senhor.
Mirian e Arão, também, se levantaram contra a autoridade de Moisés. Como todo rebelde, sua argumentação sempre tem um pressuposto que justifica suas atitudes. O argumento precípuo de Arão e Mirian, foi o casamento de Moisés com uma mulher cuxita e, em seguida, os questionamento: Porventura o Senhor falou somente por Moisés? Claro que não, mas Deus, também, não fala com rebelde. O levante de Mirian, causou ao seu corpo a lepra. Sempre que se vê um caso de rebelião na Bíblia, a ação de Deus contra o rebelde é vorax. Tenho visto muitos casos de rebelião dentro de Igrejas. Os rebeldes se acham no direito de agir conforme a sua vontade e pensam que Deus está com os olhos fechados para suas atitudes, não sabendo que cedo o juizo de Deus virá sobre eles. Parece que não sabem que suas atitudes o afastaram de Deus e, agora, nem mesmo suas orações, são ouvidas conforme descreve Habacuque 1,13: "Tu és tão puro de olhos, que não pode ver o mal e a vexação não podes contemplar". Lembre-se, Uzá tinha a boa vontade, impediu a Arca da Aliança de cair do carro puxado pelos bois, entretanto, mesmo assim perdeu a sua vida. Eles acreditam que a boa vontade agradam a Deus, mas, são reprovados. Mirian necessitou que Moisés clamasse ao Senhor para que a cura se manifestasse em seu corpo. As atitudes dos rebeldes impedem que suas orações cheguem ao coração do Pai. O rebeldes atuam nas igrejas e da mesma maneira que satanás, geralmente obtém êxito no seu papel de convencer a membresia sobre as razões que o levaram a tomar essa atitude conseguindo, assim, arrebanhar um grande número de seguidores, desta maneira contrinuem para sua destruição de muitos ministérios. Tanto o líder rebelde como seus seguidores, necessitarão, primeiramente, de arrependimento e do perdão de Deus e da mesma maneira que Moisés teve que interceder junto ao Pai por Miriã, assim, aqueles que foram tomados pelo espírito de rebeldia, que destruiram congregações, terão que clamar a Deus para que a cura possa se manifestar em seu corpo, na sua alma e na sua igreja, quando o juizo de Deus se manifestar. Deus não mudará sua Palavra para se adequar a procedimentos de homens desobedientes. Não há justificativa para tal posicionamento. Pecado de rebelião é como o pecado de feitiçaria. Rebelde é como feiticeiro e suas atitudes são abomináveis diante de Deus. Satanás rebelou contra Deus e todos aqueles que o seguiram, as escrituras os denominam de demônios.
A Bíblia nos diz: Apartai-vos a aparência do mal. Não se junte com homens rebeldes, não seja conivente com pessoas que falam mal de seus pastores, que propõe se rebelar. Certamente Deus não te terá por inocente.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
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