quinta-feira, 16 de outubro de 2025

BATISMO - IGREJA TEMPLO DE ORAÇÃO - BAIRRO TANCREDO NEVES

Mais dois irmãos em Cristo Jesus (irmã Laila e irmão João) descem as águas em obediência a Palavra de Deus que diz: quem crê e for batizado será salvo.


Irmã Laila, Pr. Hélder Teixeira e irmão João.


quarta-feira, 13 de abril de 2022

A FEMINIZAÇÃO DO HOMEM MODERNO

 


A FEMINIZAÇÃO DO HOMEM MODERNO

 

                “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente. E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, na direção do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado. (...) Tomou, pois, o Senhor ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o Senhor lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás, porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. (Gênesis 2:7-8;15-16)

                Deus, ao criar o homem, deu a ele funções as quais deveriam desempenhar na família. Nesse texto, podemos perceber nitidamente que esses papeis giravam em torno da proteção, da provisão, do sacerdócio espiritual e da autoridade que deveria ser exercida pelo homem com sabedoria e amor dentro do lar. Ao analisar a passagem bíblica com mais cuidado, notaremos que foi ao homem que o Senhor incumbiu a tarefa de não comer do fruto do conhecimento do bem e do mal, pois, caso desobedecesse a ordem, o homem seria o responsável por causar um caos no mundo criado por Deus. Infelizmente, como sabemos, o homem foi desobediente ao mandamento divino, cedeu ao argumento da mulher para comer do fruto proibido, e, pior do que isso, culpou-a mais tarde, quando inquirido por Deus, pelo erro que ele consentiu. Em decorrência dessa desobediência, o pecado entrou no mundo, e trouxe consequências terríveis a todo ser vivente, como a morte. Mas, graças a Deus, Jesus morreu em nosso lugar, pagou a nossa dívida com o Pai, e nos justificou mediante a graça e misericórdia, de modo que todo homem que em Cristo crer, será salvo. Glória a Deus por isso!

Mas o fato é que o “empoderamento” da mulher, incentivado, conforme já aprendemos nos textos passados, pelo movimento feminista, apequenou os papeis ora reservados por Deus ao homem, tornando-o um ser diminuto, sem importância social. Esse fato, somado à própria condição do homem em negligenciar as suas funções sociais, políticas, econômicas e espirituais, agravaram ainda mais o combalido quadro familiar de abandono, de orientação, de ordem e de afeto.

A situação é tão crítica que uma das queixas das esposas e mães atualmente é ter realmente um homem (com H maiúsculo) dentro de casa; não um homem que apenas se contenta em suprir as necessidades materiais da família, mas um homem que se posiciona frente às várias demandas dentro de uma casa, como ser a voz de autoridade que orienta toda a família para a direção certa, aos olhos de Deus.

                Nesse sentido, a mulher tem assumido funções que deveriam ser exercidas pelo homem, de forma preponderante. Tal quadro tem produzido desgastes e “filhos órfãos de pais vivos”. A ausência de uma postura mais firme do homem dentro do lar e na sociedade tem também uma explicação sociológica, impulsionada pelos novos tempos: a feminização do homem. De antemão, quero destacar que não estou aqui criticando a opção sexual de ninguém. Todos são livres para assumir sexualmente aquilo que acharem melhor para si mesmos, desde que em tudo, haja respeito.

                Assim posto, podemos afirmar que a agenda defendida pela mídia e pela moda, na verdade, tem contribuído para descontruir a essência da masculinidade e gerar uma confusão mental e social na cabeça dessa nova geração. A feminização do homem ocidental está em curso e defender aquilo que deveria ser normal, ou seja, o homem sendo homem, passa a ser considerado um crime de ordem pública.

                O empresário, ativista social e presidente do Instituto Brasil 200, Gabriel Kanner, escreveu sobre o assunto no jornal eletrônico Gazeta do Povo, em 27/12/2020, importantes considerações, as quais compartilho com vocês. Ele disse:

                “Homens e mulheres sempre tiveram papéis complementares ao longo da história. Durante a maior parte da existência humana a vida era extremamente desafiadora e sofrida. Por causa de suas diferenças biológicas, homens e mulheres passaram a assumir papéis distintos para conseguirem sobreviver. Era preciso conseguir alimento, se proteger das ameaças externas, conseguir abrigo e garantir a sobrevivência da prole. A divisão de tarefas era imprescindível. Homens e mulheres sempre dependeram um do outro e, por mais diferente que o mundo possa ser hoje em dia, essa complementariedade continua sendo um dos pilares da nossa sociedade.

Não há dúvida de que, com o progresso do mundo, a melhoria da qualidade de vida e a entrada das mulheres no mercado de trabalho, os papéis de homens e mulheres também mudaram. Mulheres estão ocupando cada vez mais posições de destaque na política, nas empresas e em praticamente todos os setores da sociedade. Com isso, os homens também tiverem de se adequar, ajudando cada vez mais nas tarefas domésticas e na criação dos filhos.

Essa evolução é natural e benéfica para ambos os sexos. No entanto, isso não é o suficiente para a esquerda pós-moderna, cada vez mais radicalizada nos dias de hoje. Para eles, o homem precisa se desfazer de qualquer característica natural masculina e, sempre que puder, usar roupas femininas e se portar como uma mulher.

Essa agenda ideológica precisa ser rechaçada sempre que vier à tona. O mundo irá continuar evoluindo, e parte dessa evolução será a participação cada vez maior das mulheres em diversas áreas. No entanto, algumas coisas jamais mudarão. Quando chegar em casa após um dia de trabalho exaustivo, o homem quer enxergar em sua companheira uma verdadeira mulher, que lhe dá confiança e respaldo no lar e na família para que ele possa encarar os desafios externos. Assim como a mulher, ao chegar em casa da sua também exaustiva jornada, quer enxergar em seu companheiro um homem masculino, viril, que lhe oferecerá cuidado, carinho, atenção e a proteção necessária para que ela também enfrente os seus desafios. A mulher definitivamente não quer um homem de vestido e trejeitos femininos a esperando em casa.

Se essa agenda perversa prosperar, veremos cada vez mais casais infelizes, e toda uma geração absolutamente confusa em relação à sua própria identidade. Nunca houve na história uma sociedade forte e próspera sem homens fortes. E homens fortes não saem na rua usando vestido... Que sejamos sensatos e preservemos os homens masculinos, antes que entrem em extinção”.

Homens em extinção... essa é uma das piores constatações sociais de nosso tempo.

Por isso, precisamos voltar os nossos olhos para Deus e viver sob a Sua dependência. Somente Nele poderemos superar os problemas e as dificuldades que enfrentamos em nossos dias, principalmente, nos assuntos pertinentes à família.



Texto escrito pelo Pr. Willian Martins, da Igreja Evangélica Templo de Oração em Guiratinga-MT 

O EMPODERAMENTO DA MULHER NOS DIAS DE HOJE


 

O EMPODERAMENTO DA MULHER NOS DIAS DE HOJE

 

Que a graça e a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo estejam com você, querido (a) leitor (a)!

            Neste domingo, daremos continuidade à exposição sobre o tema Paternidade em Crise.

Hoje, discutiremos acerca do empoderamento da mulher e a negligência do homem na sociedade.

Como já foi dito no último texto, o movimento feminista elegeu como inimigo número um, o patriarcado, princípio que permeia a cultura judaico-cristã. Vimos também que para contrapor esse pensamento, o movimento feminista encampou a ideologia tão propagada em nossos dias do empoderamento da mulher. Sentindo-se inferior ao homem, tanto na família, quanto na sociedade, a mulher passou, no decorrer da história, a lutar pelos seus direitos – direitos de serem não apenas reconhecidas, mas de estarem na vanguarda dos homens em todo o processo social, político, econômico e até religioso. Percebendo esses anseios, o movimento feminista erigiu bandeiras, como “Girl Power”, para inculcar na mente e no coração das mulheres de todo o mundo a ideia distorcida do papel e do propósito delas na sociedade e na família. Como consequência disso, as mulheres se “machificaram”, tornando-se amargas e de difícil relacionamento; sem contar o fato de que muitas perderam a ternura maternal, a meiguice e a beleza interior, características inatas da mulher. Como bem disse o pastor Renato Vargens, “o feminismo (...) incutiu valores absolutamente antagônicos à Palavra de Deus e a [mulher] fez acreditar que liberdade é libertinagem, causando caos na família”.

É interessante notar que a Bíblia nos fala de feminilidade, algo totalmente diferente do feminismo. A feminilidade é um comportamento projetado e criador por Deus para as mulheres. “A mulher feminina não apenas se cuida, se veste ou se maquia como uma mulher. Feminilidade é bem mais que isso: trata-se de um conjunto de atitudes e comportamentos, um estilo de vida pelo qual a família e a sociedade experimentam doçura, amabilidade, afetividade e outros atributos mais”.

Entretanto, a mulher atualmente não se preocupa em ser feminina, mas sim feminista. Nesse sentido, se uma mulher tem pensamentos, atitudes e comportamentos diversos dos defendidos pelo movimento feminista, ela é execrada, “cancelada nas redes sociais” e rotulada como ultrapassada e subserviente. Quer um exemplo disso? Se uma mulher ousar dizer, nos dias de hoje, que a única coisa que ela deseja é cuidar dos filhos e do marido, sendo uma boa dona de casa, ela será vista certamente como “louca”, alienada e submissa.  Ou seja, a sociedade como um todo tem incentivado a mulher a abdicar de seu papel estabelecido por Deus, que é o de ser “uma mulher virtuosa”, “idônea”, “coroa de seu marido” e “amada por seus filhos”.

Isso quer dizer que o movimento feminista tem, infelizmente, logrado êxito na missão de desconstruir princípios e valores criados por Deus para a família, ao passo que empodera a mulher e diminui o papel do homem na sociedade. Ou seja, a perspectiva é de um enfraquecimento da visão da figura do pai-homem na família e de suas funções quanto a liderar, a proteger, a prover e a interceder junto a Deus pelo seu lar. Essa distorção, vale ressaltar, criada pelo empoderamento da mulher, tem produzido uma geração de homens frouxos, acomodados e efeminados.

Na próxima coluna, abordarei o assunto da “feminização” do homem moderno e da crise paternal vista nas famílias de nossos dias.

Antes de finalizar, quero agradecer a sua atenção e dizer que você é muito importante para a manutenção dessa coluna no Jornal Folha de Guiratinga. Peço que divulgue os textos reproduzidos aqui. Certamente, irão ajudar muita gente que precisa ouvir a Palavra de Deus.

Permita-me, orar por você neste domingo:

Pai, em nome de Jesus Cristo, apresento a vida dessa pessoa que leu este texto; oro pela saúde dela; oro pela família; oro pelo emprego; oro, sobretudo, pela salvação eterna de sua alma. Derrama, Pai, bênçãos celestiais sobre ela e ajude-a a enfrentar as dificuldades neste mundo. Abençoa também este veículo de comunicação; instrumentalize-o para a propagação de teu Reino. Por fim, apresento a cidade de Guiratinga. Prospera essa cidade, Pai; livre-a de todo mal. Conceda sabedoria e graça a toda autoridade neste município. Abençoa também todas as famílias, homens, mulheres, crianças e jovens! Abençoa igualmente todos aqueles que estão nas fazendas, sítios e chácaras! Muito obrigado, Senhor, pelo teu amor, pelo teu perdão e pela tua misericórdia! Que o teu nome seja engrandecido entre todos nós! Em nome de Jesus, é o que eu oro!

            AMÉM!

Texto escrito pelo Pr. Willian Martins, da Igreja Evangélica Templo de Oração em Guiratinga - MT

 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

CARÁTER: MARCA INDELÉVEL DE CRISTO EM NOSSAS VIDAS

  Caráter! Algo tão raro de se vê presente na vida das pessoas, atualmente. A palavra pode ser definida como o conjunto de traços morais e éticos de um indivíduo; é a maneira como lidamos com o nosso próximo sob os parâmetros de honestidade e respeito, por exemplo. Em termos bíblicos, podemos dizer que se trata da transformação operada por Cristo na vida do pecador, o qual passa a ser governado por uma nova forma de pensar, de ser e de se comportar. É o “velho homem” que dá espaço ao “novo homem” regenerado e santificado. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Cor 5:17). “Eis que tudo se fez novo”, enfatiza Paulo. Esse novo está relacionado à infusão das marcas de Cristo em nossas vidas, por meio daquilo que o apóstolo denomina de frutos. E quais são eles? Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança (Gl 5:22). Logicamente, não são apenas essas as características que deverão estar presentes na vida do cristão. Em resumo, precisamos exalar o bom perfume de Cristo (2 Cor 2:14-16). Isso quer dizer que o mundo deve, ao olhar para nós, enxergar Jesus Cristo; perceber em nós os mesmos comportamentos, a mesma forma de pensar e o mesmo modo de agir e de lidar com o próximo que Jesus tinha. Na verdade, foi isso que ocorreu com os cristãos primitivos. Em Atos 11:26, lemos que o termo “cristão” surgiu na cidade de Antioquia, quando os discípulos foram chamados pela primeira vez de cristãos. Por que eles foram chamados assim? Porque as pessoas em Antioquia, ao verem a fé e a vida daqueles homens encontraram semelhanças com Jesus Cristo, por isso, os chamaram de cristãos. As pessoas, ao se relacionarem com você, conseguem ver características de Jesus permeadas na sua vida? Agora, preste atenção nesse texto: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus; tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes, afasta-te”. (II Tm 3:1-5). Nessa carta, Paulo lista a Timóteo traços no caráter do homem nos “últimos dias”. Em resumo, são pessoas não regeneradas, “amantes de si mesmas” e “mais amigas dos prazeres do que amigas de Deus”. Entretanto, há algo nesse texto que me chama a atenção. É o alerta de Paulo sobre os homens que vivem uma piedade aparente, fingida, híbrida, mas negam-na por meio de seu caráter e de sua vida. “Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela”. Essas pessoas negam a pujança, o vigor e o efeito que Cristo produz na vida de um verdadeiro crente. As suas palavras destoam de suas práticas; as suas pregações não se confirmam com as suas condutas; os seus conselhos não podem ser aplicados em suas próprias vidas. E não há nada tão vergonho quanto isto: ver homens e mulheres falarem aquilo que não fazem! Infelizmente, é isso que podemos vislumbrar, com muita tristeza, no seio da igreja. É o joio fingindo ser trigo; é o bode aparentando ser ovelha; é o lobo trajando roupas requintadas, como terno e gravata. Para o cristão genuíno, Paulo diz: “Destes, afasta-te”. É exatamente isso que todo o crente comprometido com Deus precisa fazer: afastar-se de homens sem caráter. Mas, por que o afastamento é necessário? Pelo simples fato de que a associação gera assimilação em nossos comportamentos. O receio do apóstolo era, por exemplo, de que a convivência de uma pessoa piedosa com um falso cristão pudesse atingir os seus comportamentos de maneira que ela pudesse ficar privada de sua salvação eterna. Foi por isso que Paulo recomendou à igreja de Corinto que excomungasse um membro da congregação que manteve relações ilícitas com a madrasta: “Por toda parte se ouve que há imoralidade entre vocês, imoralidade que não ocorre nem entre os pagãos, a ponto de um de vocês possuir a mulher de seu pai. E vocês estão orgulhosos! Não deviam, porém, estar cheios de tristeza e expulsar da comunhão aquele que fez isso?” (I Cor 5:1-2). A excomunhão é a ação mais drástica e inevitável que a igreja pode tomar em relação a alguém que não quer mudar o seu caráter. Contudo, é um instrumento muitas vezes necessário, ainda mais pensando que tal conduta pode corromper os demais membros. Há também outros mecanismos bíblicos, como a disciplina e a repreensão. Todo cristão verdadeiro não deve se omitir diante de uma conduta errada de alguém que finge ser crente e que brinca com as coisas de Deus. Tal pessoa necessita ser repre

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

O cristão pode beber bebidas alcoólica?

 O cristão pode beber bebida alcoólica? Essa pergunta é feita por muitos cristãos nas igrejas, os quais indagam sobre a possibilidade de ter uma vida de piedade associada ao hábito de beber algum tipo bebida com teor alcoólico. Inicialmente, posso afirmar que não há nenhuma proibição explícita na Bíblia sobre a bebida alcoólica. Todavia, não há também nenhuma permissão evidente de Deus sobre o assunto. O que podemos perceber é que por meio da leitura bíblica inferimos sobre a restrição e a rejeição sobre o uso e a prática da bebida alcoólica por cristãos, pelos seguintes motivos: Primeiro, na maioria das vezes que encontramos na Bíblia alguma referência sobre “vinho” ela estará sempre associada a algum tipo de pecado ou possibilidade de transgressão. Por exemplo, em Gênesis 19:35-38, quando as duas filhas de Ló o embebedam de vinho com o objetivo de se deitarem com o próprio pai e manter relações sexuais (incesto) com o propósito de gerarem filhos, conforme leitura do texto abaixo: Gênesis 19:35-38 35 - E deram de beber vinho a seu pai também naquela noite; e levantou-se a menor, e deitou-se com ele; e não sentiu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou. 36 - E conceberam as duas filhas de Ló de seu pai. 37 - E a primogênita deu à luz um filho, e chamou-lhe Moabe; este é o pai dos moabitas até ao dia de hoje. 38 - E a menor também deu à luz um filho, e chamou-lhe Ben-Ami; este é o pai dos filhos de Amom até o dia de hoje. Além do incesto, podemos apontar que dessa relação sexual ilícita nascem dois filhos que serão líderes daqueles que seriam os arqui-inimigos de Israel: os moabitas e os amonitas. Dessa forma, a bebida alcoólica foi o meio usado pelas filhas de Ló para enganar o pai e satisfazer o desejo de seus corações: ter filhos. Nesse sentido, podemos notar também que em todas as festas promovidas pelos judeus e regadas por muito vinho, seja para comemorar alguma vitória na guerra, seja para cultuar algum deus estranho, sempre, em decorrência da embriaguez, o homem era levado a outros tipos de pecados, como o da prostituição. A bebida alcóolica quase sempre nos leva a alguma ação indesejada (palavras ou atos), como em Gênesis 9:21, onde Noé após ter embebedadose, viu-se nu no meio de sua tenda. Nesse caso específico, o vinho produziu vergonha. É importante lembrar que o vinho, de fato, estava presente nas celebrações religiosas em Israel. Entretanto, a sua finalidade não era em levar o homem à alegria passageira. O vinho era um símbolo do sangue de Jesus que seria derramado na cruz do calvário para salvar o homem pecador. Por isso, ele era usado como libação nos holocaustos apresentados pelos judeus aos sacerdotes. O vinho era aspergido sobre a oferta e queimada como sinal de gratidão, de arrependimento e de redenção (morte substitutiva). Inclusive, no Novo Testamento, podemos compreender essa tipologia quando Jesus celebra a última Santa Ceia, conforme lemos abaixo: Mateus 26:26-29 26 - E, quando comiam, Jesus tomou o pão, e abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. 27 - E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; 28 - Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. 29 - E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai. Muitos se perguntam sobre se o vinho usado por Jesus na última Santa Ceia tinha ou não teor alcóolico. Sinceramente, esse é um questionamento que divide muita gente na igreja. Não há nada claro sobre isso. Entretanto, na minha opinião, poderia existir sim algum teor alcoólico naquele vinho, mas isso não justifica a prática da bebida alcóolica por cristãos. Nesse sentido, passo a responder mais objetivamente alguns questionamentos levantados e que geram muitas dúvidas: 1º) Pastor, eu bebo socialmente, de forma moderada, tendo controle sobre os meus atos e evito o máximo possível a embriaguez. Estou agindo certo? Bem, de fato, a moderação é recomendada em tudo em nossas vidas, inclusive quando comemos ou bebemos. Esse tipo de prática (beber socialmente e de forma controlada) deve ser refletida com muita cautela. Primeiro, sob o aspecto do “escandalizar os mais fracos na fé”, conforme lemos em Romanos 14:13-15: Romanos 14:13-15 13 - Assim que não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão. 14 - Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda. 15 - Mas, se por causa da comida se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. Não destruas por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu. Ou seja, a primeira pergunta que você deve fazer é: se o meu irmão ou irmã vier à minha casa e me ver bebendo socialmente ou até mesmo ver alguma bebida na minha geladeira, será que isso o escandalizará?; será que se ele (a) me ver comprado uma cerveja no mercado não se enfraquecerá, desistindo dos caminhos do Senhor? Segundo, devemos pensar se essa atitude de beber socialmente glorifica o nome de Cristo. Em Colossenses 3:17, lemos: Colossenses 3:17 “E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”. Quando você levanta um copo de cerveja, de uísque, de vodca ou mesmo de vinho, você pode dizer: “Glorificado seja o nome do Senhor por isso?”. 2º) Em qual situação, portanto, é lícito ou permitido beber? Como já disse, não há nenhuma permissão clara na Bíblia sobre a possibilidade de beber. Contudo, podemos encontrar na primeira carta de Paulo a Timóteo a recomendação que o apóstolo faz ao jovem pastor de Éfeso de que, por causa das constantes enfermidades enfrentadas, Timóteo deveria tomar um pouco de vinho, conforme lemos em I Tm 5:23: “Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades”. Parece que Timóteo enfrentava problemas estomacais, como gastrite ou algo do gênero, e, por isso, Paulo recomenda o uso moderado do vinho, pois ele traria resultados positivos em relação à doença de Timóteo. Há pesquisas científicas que apontam que o uso moderado do vinho traz também benefícios importantes ao coração. Portanto, a única hipótese legitimada na Bíblia para o uso da bebida alcoólica de maneira moderada é nesse texto específico. Daí, o entendimento de que em casos atestados por exames clínicos de que o vinho em moderação, por exemplo, é fator preponderante para a diminuição de alguma enfermidade ou potencial doença, não há o que se opor, desde que isso também não escandalize o irmão, como já dissemos acima. Se escandalizar o irmão ou a congregação, devo me abster do uso moderado do vinho. 3º) Pastor, eu tomo cerveja sem álcool. Isso pode? Não vejo problema nisso, desde que a bebida não contenha álcool e não escandalize a igreja. A minha sugestão é que tudo seja feito com moderação e para a glória de Deus. Cuidado, pois se você não tiver controle dessa bebida, isso poderá te levar a experimentar outros tipos de bebidas, e, nesse caso, com teor alcóolico elevado. Sugestões/Recomendações Diante de tudo o que foi exposto, sugiro que o cristão não faz uso de bebida alcóolica nenhuma (I Cor 6: 9-10: Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus/ I Cor 6:12: I Cor 6:12: Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma/ II Cor 5:17: Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo); que, ao invés disso, encha-se e se embriague do Espírito Santo de Deus: “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito”. A bebida é a porta de entrada para diversos vícios e pecados, conduzindo o homem à libertinagem e aos desejos de seu coração. Para o cristão maduro, o vinho em moderação não é problema, desde que isso não seja pedra de tropeço para a fé dos irmãos na igreja ou para a sua esposa, esposo ou filhos. Em todo caso, sempre um vinho com menor teor alcóolico possível ou, melhor ainda, substituir o vinho por um bom suco de uva, por que não?! Assim, espero ter esclarecido algumas dúvidas a respeito do tema. Estou à disposição para sanar questionamentos que ficaram sem respostas. Com muito carinho, Pr. Willian Martins